Queridos convivas virtuais,
Peço desculpas pela minha longa ausência. Um sem número de mudanças me afastaram da cozinha e, por tabela, deste blog. No entanto, um pé d'água daqueles, uma geladeira árida e uma despensa vazia me trazem de volta.
Bom, era uma vez um domingo. Só as pessoas com tanques anfíbios conseguiam circular pela cidade. Um homem faminto me atormentava com a idéia de fazer um macarrão alho-e-óleo, um prato muito leve e light, com os únicos três ingredientes disponíveis na despensa. Na geladeira, um limão solitário rolava na gaveta de legumes. Resolvi apelar para o congelador, que me apresentou a salvação: 3 cubos de espinafre vagabundo congelado e duas linguiças calabresa - ambos comemorando alguns meses de aniversário. Desse árido movie gastronômico, em meio à chuva lá fora, surgiu um prato cafajeste e bom - mas que seria mais adequado pra um almoço!
Penne com calabresa e limão
1/2 pacote de penne grano duro
2 linguiças calabresa
3 cubos de espinafre congelado
4 dentes de alho
3/4 limão (se for limão cravo fica melhor ainda)
1 pitada de pimenta calabresa
azeite extra virgem
Serve dois neandertais (e ainda sobra uma marmita!).
Em um fio de azeite, doure os dentes de alho e as linguiças finamente laminadas. Jogue os cubos de espinafre congelado e mexa até que derretam. Se quiser, coloque um dedinho de água (eu prefiro mais sequinho). Acerte o sal e coloque uma pitada de pimenta calabresa. Cozinhe o macarrão al dente (claro!), misture o "molho", esprema o limão por cima do macarrão e regue com um fio de azeite. E não, essa receita não é light! Finito!
Esse é um blog de receitas para aqueles que trocam o afeto dos outros por boa comida. O que se coloca aqui não é gourmet, não é correto, não é equilibrado, muitos menos original. É comida com cheiro suburbano de almoço de domingo e de jantar improvisado. Benvindos!
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domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 20 de novembro de 2010
Fusilli de frutos do mar e alho poró
Queridos convivas virtuais,
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Farfalle com rúcula, tomate, leite de coco e gergelim
Tá, eu sei. Esse nome aí é invenção pura. Assim como o prato. Mas, gente, o que querem que eu faça se minha despensa não é lá muito ortodoxa?
Farfalle (borboleta) com rúcula, tomate, leite de coco e gergelim (para 3 neandertais com fome moderada)
1/2 pacote de farfalle grano duro
3 tomates maduros
1 maço médio de rúcula
1 vidrinho de leite de coco light
2 colheres de sopa de gergelim
2 alho
pimenta
gengibre (se você tiver)
Coloque a água do macarrão pra ferver. Não coloque o tradicional fio de óleo (o molho escorrega!). Quando a água ferver, comece a fazer o molho. Em uma frigideira funda, média (se tiver uma wok, é uma boa pedida), doure 2 dentes de alho laminados e umas fatias grossas de gengibre (eu normalmente retiro na hora de servir, então deixo pedaçudo, mesmo). Pique os tomates mui grosseiramente e dê uma refogada por uns 3 minutos. Rasgue a rúcula com as mãos e misture ao tomate. Abaixe o fogo e aguarde mais 3 minutos. Derrame por cima o leite de coco, o gergelim, acerte o sal e apimente do jeito que quiser (com coco, eu gosto é de uma pimenta arretada!). Jogue o macarrão para ferver e retire 2 minutos antes do tempo de cozimento ideal. Escorra (mas sem jogar água fria - que paralisa o cozimento) e jogue na frigideira com o molho. Aguarde 1 minutinho e sirva! Fica cremosinho, bom!
Fica bom também com hondashi (sabe aquele temperinho de arroz japonês?), camarãozinho seco (aí você coloca junto com o leite de coco) ou fresco (feito no vapor - coloque também com o leite de coco). Testem as variantes e me contem!
Farfalle (borboleta) com rúcula, tomate, leite de coco e gergelim (para 3 neandertais com fome moderada)
1/2 pacote de farfalle grano duro
3 tomates maduros
1 maço médio de rúcula
1 vidrinho de leite de coco light
2 colheres de sopa de gergelim
2 alho
pimenta
gengibre (se você tiver)
Coloque a água do macarrão pra ferver. Não coloque o tradicional fio de óleo (o molho escorrega!). Quando a água ferver, comece a fazer o molho. Em uma frigideira funda, média (se tiver uma wok, é uma boa pedida), doure 2 dentes de alho laminados e umas fatias grossas de gengibre (eu normalmente retiro na hora de servir, então deixo pedaçudo, mesmo). Pique os tomates mui grosseiramente e dê uma refogada por uns 3 minutos. Rasgue a rúcula com as mãos e misture ao tomate. Abaixe o fogo e aguarde mais 3 minutos. Derrame por cima o leite de coco, o gergelim, acerte o sal e apimente do jeito que quiser (com coco, eu gosto é de uma pimenta arretada!). Jogue o macarrão para ferver e retire 2 minutos antes do tempo de cozimento ideal. Escorra (mas sem jogar água fria - que paralisa o cozimento) e jogue na frigideira com o molho. Aguarde 1 minutinho e sirva! Fica cremosinho, bom!
Fica bom também com hondashi (sabe aquele temperinho de arroz japonês?), camarãozinho seco (aí você coloca junto com o leite de coco) ou fresco (feito no vapor - coloque também com o leite de coco). Testem as variantes e me contem!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jururuzice: capeletti in brodo
Tem dias em que a gente precisa ser cuidado. Ser cuidado mesmo, não mimado. Dias em que a gente tem notícias realmente ruins, que fazem nossas picuinhas de trabalho, nossas solitudes melindrosas, o trânsito, o cheque especial, o cachorro do vizinho, soarem ridículos. Nesses dias, em geral, até quem é mais glutão perde a fome. Tudo fica pálido e insosso. Hoje foi um dia desses, mas não pra mim. E me vi com esse desafio, o de cuidar. E do cuidado se estender à comida, amorosamente, atentando em não invadir o paladar com nenhuma experiência perturbadora. Pensei em uma coisa macia, quente, confortável, sem pretensão alguma, sem receita fechada.
Capeletti in brodo (para 3 neandertais feridos)
1 pacote de capeletti seco ou fresco (tem um Renata, de carne, pacotinho azul, seco, bem bom pra brodo)
1 peito de frango com osso, sem pele (ou 1 sobrecoxa grande)
1 cebola
3 dentes de alho
1 abobrinha picada
1 cenoura ralada
azeite
sal
1 punhadão de temperos frescos (salsinha, cebolinha ou hortelã)
1 cubinho de caldo de legumes ou frango (opcional)
Em uma panela de pressão, refogue em um pouquinho de azeite a cebola, o alho e, por último, o frango inteiro. Jogue a abobrinha e a cenoura ralada e cubra com 2,5 litros de água. Feche a panela de pressão. Quando chiar, abaixe o fogo e espere 25 a 30 minutinhos. Desligue, abra e espete o frango pra fora da panela. Em um prato, pique grosseiramente e reserve. Se for usar o cubinho de caldo, essa é a hora de colocá-lo. Mesmo não usando o cubinho, você pode incrementar o caldo que está na panela com pimenta do reino e alho espremido (fica bom!). E pode também bater no liquidificador pra engrossar (eu tenho preguiça). Em geral, eu não coloco sal no cozimento de carnes - coloco só no fim. Bom, com o fogo ligado e com o caldo fervendo, você joga o capeletti na quantidade que quiser. Espere o tempo de cozimento, desligue, jogue o frango, os temperos frescos que tiver em casa, salgue, regue com um fio de azeite e sirva amorosamente. Bem quentinho. Equivale a alguém ajeitando o seu cobertor antes de um beijo na testa de boa noite.
Capeletti in brodo (para 3 neandertais feridos)
1 pacote de capeletti seco ou fresco (tem um Renata, de carne, pacotinho azul, seco, bem bom pra brodo)
1 peito de frango com osso, sem pele (ou 1 sobrecoxa grande)
1 cebola
3 dentes de alho
1 abobrinha picada
1 cenoura ralada
azeite
sal
1 punhadão de temperos frescos (salsinha, cebolinha ou hortelã)
1 cubinho de caldo de legumes ou frango (opcional)
Em uma panela de pressão, refogue em um pouquinho de azeite a cebola, o alho e, por último, o frango inteiro. Jogue a abobrinha e a cenoura ralada e cubra com 2,5 litros de água. Feche a panela de pressão. Quando chiar, abaixe o fogo e espere 25 a 30 minutinhos. Desligue, abra e espete o frango pra fora da panela. Em um prato, pique grosseiramente e reserve. Se for usar o cubinho de caldo, essa é a hora de colocá-lo. Mesmo não usando o cubinho, você pode incrementar o caldo que está na panela com pimenta do reino e alho espremido (fica bom!). E pode também bater no liquidificador pra engrossar (eu tenho preguiça). Em geral, eu não coloco sal no cozimento de carnes - coloco só no fim. Bom, com o fogo ligado e com o caldo fervendo, você joga o capeletti na quantidade que quiser. Espere o tempo de cozimento, desligue, jogue o frango, os temperos frescos que tiver em casa, salgue, regue com um fio de azeite e sirva amorosamente. Bem quentinho. Equivale a alguém ajeitando o seu cobertor antes de um beijo na testa de boa noite.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Penne com polenguinho e atum
Esse é o típico prato praquele dia em que você olha pro seu armário e pensa: "não tenho p... nenhuma pra fazer". Aí você tem um insight, rouba polenguinhos do seu filho, abre uma lata de atum, joga um azeite e fica feliz! E a comida fica ótima. Coloquei penne aqui, mas você pode usar outro macarrão curto. Ah, e sabe aquele mini penne Barilla? Fica melhor ainda se você usá-lo! Vamos lá:
Penne com polenguinho e atum (para duas pessoas que comem como neandertais ou três que estejam bebendo e vão comer sobremesa!)
1/2 pacote de penne
4 polenguinhos (eu uso o light, pra fingir que é mais leve)
1 lata de atum em pedaços (em água, peloamor)
2 dentes de alho
azeite
pimenta do reino
salsinha fresca
azeitona preta e pimenta fresca (se quiser!)
Em uma panelinha, doure o alho no azeite (fica a seu critério laminar, picar, espremer...), misture o atum e mexa por uns 2, 3 minutinhos, em fogo alto. Se for usar a azeitona preta e a pimenta, essa é a hora de incluí-las. Abaixe o fogo, pique o menor que conseguir todo polenguinho e misture delicadamente no atum. Apague o fogo, jogue a salsinha picada, moa um pouco de pimenta do reino, acerte o sal. Coloque o molho sobre o penne cozido (al dente, grano duro ou integral) e regue com azeite extra-virgem (sempre extra, please).
Penne com polenguinho e atum (para duas pessoas que comem como neandertais ou três que estejam bebendo e vão comer sobremesa!)
1/2 pacote de penne
4 polenguinhos (eu uso o light, pra fingir que é mais leve)
1 lata de atum em pedaços (em água, peloamor)
2 dentes de alho
azeite
pimenta do reino
salsinha fresca
azeitona preta e pimenta fresca (se quiser!)
Em uma panelinha, doure o alho no azeite (fica a seu critério laminar, picar, espremer...), misture o atum e mexa por uns 2, 3 minutinhos, em fogo alto. Se for usar a azeitona preta e a pimenta, essa é a hora de incluí-las. Abaixe o fogo, pique o menor que conseguir todo polenguinho e misture delicadamente no atum. Apague o fogo, jogue a salsinha picada, moa um pouco de pimenta do reino, acerte o sal. Coloque o molho sobre o penne cozido (al dente, grano duro ou integral) e regue com azeite extra-virgem (sempre extra, please).
Risone com shimeji, camarão e gengibre
Sou um desastre para medidas, então não se espantem com os meus 'aproximadamente'. Ah, e de repente, tô reiventando a roda. Mas o objetivo aqui é compartilhar coisas que cozinhei e deram certo.
A coisa rolou mais ou menos assim:
Risone com shimeji, camarão e gengibre
2 bandejinhas de shimeji (um branco e um escuro)
400 g de camarão médio (daqueles pré-cozidos, congelados)
5 cm de gengibre
3 dentes de alho
1/2 pacote de risone (macarrão que parece um arrozinho)
azeite
pimenta do reino
cebolinha
shoyu
Laminei o alho e dei uma dourada em uma frigideira funda, com um bom fio de azeite. Joguei o shimeji (dei uma fatiada nele, pra cozinhar melhor o talinho branco). Tudo em fogo alto. Em outra panela, descongelei o camarão no vapor. Quando o shimeji estava no ponto (com a parte branca al dente), misturei os camarões e ralei o gengibre. Abaixei o fogo. Cozinhei o macarrãozinho e o escorri uns dois minutinhos antes do cozimento ideal. Pus na frigideira, com o shimeji e o camarão. Piquei um tanto de cebolinha (acho que quase uma xícara) e misturei. Depois de dois minutos em fogo baixo, desliguei e servi. Reguei com um pouquinho de shoyu e moí a pimenta no prato, mesmo. Meu filho curtiu. Acho que ia ficar muito bom se eu tivesse em casa um vinho branco, pra jogar sobre o shimeji.
Essa em tese, é uma receita mais leve. Não chega a ser light, claro... Mas tem esse cheiro chinês, que fica bacanudo.
A coisa rolou mais ou menos assim:
Risone com shimeji, camarão e gengibre
2 bandejinhas de shimeji (um branco e um escuro)
400 g de camarão médio (daqueles pré-cozidos, congelados)
5 cm de gengibre
3 dentes de alho
1/2 pacote de risone (macarrão que parece um arrozinho)
azeite
pimenta do reino
cebolinha
shoyu
Laminei o alho e dei uma dourada em uma frigideira funda, com um bom fio de azeite. Joguei o shimeji (dei uma fatiada nele, pra cozinhar melhor o talinho branco). Tudo em fogo alto. Em outra panela, descongelei o camarão no vapor. Quando o shimeji estava no ponto (com a parte branca al dente), misturei os camarões e ralei o gengibre. Abaixei o fogo. Cozinhei o macarrãozinho e o escorri uns dois minutinhos antes do cozimento ideal. Pus na frigideira, com o shimeji e o camarão. Piquei um tanto de cebolinha (acho que quase uma xícara) e misturei. Depois de dois minutos em fogo baixo, desliguei e servi. Reguei com um pouquinho de shoyu e moí a pimenta no prato, mesmo. Meu filho curtiu. Acho que ia ficar muito bom se eu tivesse em casa um vinho branco, pra jogar sobre o shimeji.
Essa em tese, é uma receita mais leve. Não chega a ser light, claro... Mas tem esse cheiro chinês, que fica bacanudo.
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