Os manuais de boa alimentação estão sempre cheios de recomendações, principalmente no que diz respeito às benditas verduras escuras. Salvo o espinafre, é difícil encontrarmos receitas bacanas com elas. Acabam sempre sendo remédio na mesa. Por aqui, encontrei um jeito coringa e preguiçoso de usá-las. Vamos lá!
1 maço de catalônia/almeirão/bertalha/chicória
1 pacote de espinafre congelado (aí entra a preguiça!)
3 a 4 dentes de alho
sal
azeite
limão ou vinagre balsâmico (opcional)
Numa panela grande, ferva a água e os dentes de alho, com casca. Jogue o maço (lavado, claro) da verdura escolhida e cozinhe até os talos ficarem al dente, não muito moles. Escorra em bastante água até esfriar totalmente. Separe os dentes de alho, que, depois de retirada a casca, podem ser laminados, picados ou passados no espremedor. Esprema a verdura até sair toda a água. Molde uma bola compacta e pique delicadamente.
Se você é bom de boca e curte as verduras amargas em versão solo, é a hora de temperá-las com sal, limão ou gotas de balsâmico e azeite, muito azeite.
Agora, se você está cozinhando pra mais gente, crianças ou adultos de paladar difícil, sugiro, adicionar o espinafre na mistura toda. Então, numa frigideira grande, com umas gotinhas de água, você dissolverá o espinafre congelado - que é essencialmente uma pasta de espinafre - sem tempero algum. Assim que ele der uma esfriada, você misturará tudo e aí sim temperará generosamente. Alho e pimenta são sempre bons nessas situações. Essa base - que fica mais pastosa - é muito, mas muito boa pra recheio de massas - como lasanhas ou conchigliones - e melhor ainda servida com cottage ou queijo fresco. Tomates picados são bem vindos, caso queira transformar isso num molho, propriamente dito.
Duvideodó alguém dizer que não curte 'verdes'. :)
Esse é um blog de receitas para aqueles que trocam o afeto dos outros por boa comida. O que se coloca aqui não é gourmet, não é correto, não é equilibrado, muitos menos original. É comida com cheiro suburbano de almoço de domingo e de jantar improvisado. Benvindos!
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segunda-feira, 5 de março de 2012
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Fome da tarde: sanduíche de almeirão e ricota
Queridos, queridos leitores,
Eu sou daquele tipo que quanto mais coisa tem pra fazer no computador, mais tem fome. Se eu estiver em reuniões, telefonemas e conversações, me distraio. Mas se estiver, como agora, toureando um texto... tenho vontade de roer a mesa.
Essa receita é inspirada num mata-fome da minha infância remota.
Minha mãe tinha uma chacrinha em Suzano. Era um terreno íngreme, nada amistoso ou bonito. O lugar hoje, aliás, deve ter um comércio intenso: uma boca de fumo à direita e uns cativeiros pra aluguel.
Bom, enfim, voltando à comida. Lá dava muita coisa, mas nada de paladar muito infantil - exceto amoras e nêsperas (que não matam fome, mancham a roupa, mas nos distraem). Minha nonna, como boa vêneta que tinha enfrentado a güerra, sempre improvisava algum mata-fome. Lá rolava sempre uma bendita salada de almeirão (que às vezes estava mais velho e amargo) que se comia com polenta mole ou com pão. Essa é a inspiração pra esse lanche, que eu queria comer agora!
Sandúíche de almeirão e ricota
Pão (pode ser qualquer um, mas um mais rústico fica melhor - italiano, 7 grãos, preto...)
1/2 maço de almeirão (pode ser do branquinho - pão-de-açúcar - ou do verde escuro)
1 fatia grossa de uma ricota boa (aquela que você confunde com o queijo branco no supermercado)
azeite extra virgem
limão
sal
pimenta do reino
Em uma panela, ferva de dois a três litros d'água. Jogue o almeirão lá e espere uns 4 minutos (ou mais, se você sentir que está muito durinho ainda). A idéia é que fique sempre al dente.
Escorra e jogue imediatamente água fria (se estiver num dia mais prendado, coloque em uma bacia com gelo, também. Reza a lenda que o choque térmico deixa mais crocante). Escorra.
Pique grosseiramente, tempere com limão, azeite, sal e pimenta. Regue com um fiozinho de azeite as duas fatias de pão. Esfarele a ricota (que, sendo boa, deve estar bem úmida, pegando na mão) em um dos lados, coloque uma montanha de almeirão úmido, feche essa beleza e abocanhe! Ai que fome!
Cês sabem que a mistura fica ótima com macarrão, também? Além da polenta mole... Aí, nesse caso, é abrir uma taça de vinho e ir compondo montinhos das três coisas - almeirão, ricota e polenta! Mas não rola fazer isso pra fome da tarde, certo?
Eu sou daquele tipo que quanto mais coisa tem pra fazer no computador, mais tem fome. Se eu estiver em reuniões, telefonemas e conversações, me distraio. Mas se estiver, como agora, toureando um texto... tenho vontade de roer a mesa.
Essa receita é inspirada num mata-fome da minha infância remota.
Minha mãe tinha uma chacrinha em Suzano. Era um terreno íngreme, nada amistoso ou bonito. O lugar hoje, aliás, deve ter um comércio intenso: uma boca de fumo à direita e uns cativeiros pra aluguel.
Bom, enfim, voltando à comida. Lá dava muita coisa, mas nada de paladar muito infantil - exceto amoras e nêsperas (que não matam fome, mancham a roupa, mas nos distraem). Minha nonna, como boa vêneta que tinha enfrentado a güerra, sempre improvisava algum mata-fome. Lá rolava sempre uma bendita salada de almeirão (que às vezes estava mais velho e amargo) que se comia com polenta mole ou com pão. Essa é a inspiração pra esse lanche, que eu queria comer agora!
Sandúíche de almeirão e ricota
Pão (pode ser qualquer um, mas um mais rústico fica melhor - italiano, 7 grãos, preto...)
1/2 maço de almeirão (pode ser do branquinho - pão-de-açúcar - ou do verde escuro)
1 fatia grossa de uma ricota boa (aquela que você confunde com o queijo branco no supermercado)
azeite extra virgem
limão
sal
pimenta do reino
Em uma panela, ferva de dois a três litros d'água. Jogue o almeirão lá e espere uns 4 minutos (ou mais, se você sentir que está muito durinho ainda). A idéia é que fique sempre al dente.
Escorra e jogue imediatamente água fria (se estiver num dia mais prendado, coloque em uma bacia com gelo, também. Reza a lenda que o choque térmico deixa mais crocante). Escorra.
Pique grosseiramente, tempere com limão, azeite, sal e pimenta. Regue com um fiozinho de azeite as duas fatias de pão. Esfarele a ricota (que, sendo boa, deve estar bem úmida, pegando na mão) em um dos lados, coloque uma montanha de almeirão úmido, feche essa beleza e abocanhe! Ai que fome!
Cês sabem que a mistura fica ótima com macarrão, também? Além da polenta mole... Aí, nesse caso, é abrir uma taça de vinho e ir compondo montinhos das três coisas - almeirão, ricota e polenta! Mas não rola fazer isso pra fome da tarde, certo?
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