A fome da tarde hoje bateu no meio de muito calor. Acho lindo pessoas que perdem a fome no verão! Eu já sou das que orienta os desejos para coisas refrescantes, leves e não necessariamente lights.
Mas a receita de hoje é sim levinha. Surgiu da necessidade de aproveitar um maço de hortelã da geladeira.
Sanduíche de queijo branco, tomate, aliche e hortelã
pão francês
queijo branco
tomate
aliche
hortelã fresca
limão
sal
azeite
Macere o aliche com umas gotinhas de limão - comemos agora aqui uns 3 filés pequenos por pessoa nesse sanduíche. Fatie finamente o tomate e tempere com sal, limão, azeite e hortelã fresca picada. Abra o pãozinho, e coloque primeiro o tomate (com um pouco do caldinho e a hortelã), depois uma fatia grossa de queijo branco e depois o aliche. E coma!
Esse é um blog de receitas para aqueles que trocam o afeto dos outros por boa comida. O que se coloca aqui não é gourmet, não é correto, não é equilibrado, muitos menos original. É comida com cheiro suburbano de almoço de domingo e de jantar improvisado. Benvindos!
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Fome da tarde: tostex de polenghi, espinafre e tomate
Esse tostex fica uma delícia, principalmente pelo contraste do queijo adocicado com o espinafre. Mas aqui eu não coloco o polenghi de pacotinho, e sim aquele de bandeja (de fatias individuais). Gosto daquele mais amarelinho pra esse lanche. Segue a receita:
1/2 maço de espinafre fresco
300 g de queijo tipo polenghi fatiado
1 tomate
pão de forma (integral e light, de preferência)
Escalde o espinafre em água fervente por 5 minutos. Escorra, jogue água fria e reserve. Recheie duas fatias de pão integral com queijo, o espinafre e fatias de tomate (jogue um salzinho e um fio de azeite). Toste ou na forminha de boca de fogão (de tostex) ou na maquininha. Sirva com mostarda! Com esse tanto de recheio, dá pra fazer uns 3 ou 4 sanduíches.
1/2 maço de espinafre fresco
300 g de queijo tipo polenghi fatiado
1 tomate
pão de forma (integral e light, de preferência)
Escalde o espinafre em água fervente por 5 minutos. Escorra, jogue água fria e reserve. Recheie duas fatias de pão integral com queijo, o espinafre e fatias de tomate (jogue um salzinho e um fio de azeite). Toste ou na forminha de boca de fogão (de tostex) ou na maquininha. Sirva com mostarda! Com esse tanto de recheio, dá pra fazer uns 3 ou 4 sanduíches.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Fome da tarde: sanduíche de almeirão e ricota
Queridos, queridos leitores,
Eu sou daquele tipo que quanto mais coisa tem pra fazer no computador, mais tem fome. Se eu estiver em reuniões, telefonemas e conversações, me distraio. Mas se estiver, como agora, toureando um texto... tenho vontade de roer a mesa.
Essa receita é inspirada num mata-fome da minha infância remota.
Minha mãe tinha uma chacrinha em Suzano. Era um terreno íngreme, nada amistoso ou bonito. O lugar hoje, aliás, deve ter um comércio intenso: uma boca de fumo à direita e uns cativeiros pra aluguel.
Bom, enfim, voltando à comida. Lá dava muita coisa, mas nada de paladar muito infantil - exceto amoras e nêsperas (que não matam fome, mancham a roupa, mas nos distraem). Minha nonna, como boa vêneta que tinha enfrentado a güerra, sempre improvisava algum mata-fome. Lá rolava sempre uma bendita salada de almeirão (que às vezes estava mais velho e amargo) que se comia com polenta mole ou com pão. Essa é a inspiração pra esse lanche, que eu queria comer agora!
Sandúíche de almeirão e ricota
Pão (pode ser qualquer um, mas um mais rústico fica melhor - italiano, 7 grãos, preto...)
1/2 maço de almeirão (pode ser do branquinho - pão-de-açúcar - ou do verde escuro)
1 fatia grossa de uma ricota boa (aquela que você confunde com o queijo branco no supermercado)
azeite extra virgem
limão
sal
pimenta do reino
Em uma panela, ferva de dois a três litros d'água. Jogue o almeirão lá e espere uns 4 minutos (ou mais, se você sentir que está muito durinho ainda). A idéia é que fique sempre al dente.
Escorra e jogue imediatamente água fria (se estiver num dia mais prendado, coloque em uma bacia com gelo, também. Reza a lenda que o choque térmico deixa mais crocante). Escorra.
Pique grosseiramente, tempere com limão, azeite, sal e pimenta. Regue com um fiozinho de azeite as duas fatias de pão. Esfarele a ricota (que, sendo boa, deve estar bem úmida, pegando na mão) em um dos lados, coloque uma montanha de almeirão úmido, feche essa beleza e abocanhe! Ai que fome!
Cês sabem que a mistura fica ótima com macarrão, também? Além da polenta mole... Aí, nesse caso, é abrir uma taça de vinho e ir compondo montinhos das três coisas - almeirão, ricota e polenta! Mas não rola fazer isso pra fome da tarde, certo?
Eu sou daquele tipo que quanto mais coisa tem pra fazer no computador, mais tem fome. Se eu estiver em reuniões, telefonemas e conversações, me distraio. Mas se estiver, como agora, toureando um texto... tenho vontade de roer a mesa.
Essa receita é inspirada num mata-fome da minha infância remota.
Minha mãe tinha uma chacrinha em Suzano. Era um terreno íngreme, nada amistoso ou bonito. O lugar hoje, aliás, deve ter um comércio intenso: uma boca de fumo à direita e uns cativeiros pra aluguel.
Bom, enfim, voltando à comida. Lá dava muita coisa, mas nada de paladar muito infantil - exceto amoras e nêsperas (que não matam fome, mancham a roupa, mas nos distraem). Minha nonna, como boa vêneta que tinha enfrentado a güerra, sempre improvisava algum mata-fome. Lá rolava sempre uma bendita salada de almeirão (que às vezes estava mais velho e amargo) que se comia com polenta mole ou com pão. Essa é a inspiração pra esse lanche, que eu queria comer agora!
Sandúíche de almeirão e ricota
Pão (pode ser qualquer um, mas um mais rústico fica melhor - italiano, 7 grãos, preto...)
1/2 maço de almeirão (pode ser do branquinho - pão-de-açúcar - ou do verde escuro)
1 fatia grossa de uma ricota boa (aquela que você confunde com o queijo branco no supermercado)
azeite extra virgem
limão
sal
pimenta do reino
Em uma panela, ferva de dois a três litros d'água. Jogue o almeirão lá e espere uns 4 minutos (ou mais, se você sentir que está muito durinho ainda). A idéia é que fique sempre al dente.
Escorra e jogue imediatamente água fria (se estiver num dia mais prendado, coloque em uma bacia com gelo, também. Reza a lenda que o choque térmico deixa mais crocante). Escorra.
Pique grosseiramente, tempere com limão, azeite, sal e pimenta. Regue com um fiozinho de azeite as duas fatias de pão. Esfarele a ricota (que, sendo boa, deve estar bem úmida, pegando na mão) em um dos lados, coloque uma montanha de almeirão úmido, feche essa beleza e abocanhe! Ai que fome!
Cês sabem que a mistura fica ótima com macarrão, também? Além da polenta mole... Aí, nesse caso, é abrir uma taça de vinho e ir compondo montinhos das três coisas - almeirão, ricota e polenta! Mas não rola fazer isso pra fome da tarde, certo?
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