A D. Izabel era a querida avó do meu marido. Espanhola, lindíssima, cozinhou especialmente pra mim (e para o neto mimado, claro) coisas das quais nunca vou me esquecer: uma sopa que chamava de 'Ajo' (um caldo de bacalhau dessalgado e cação no qual se espreme muito alho cru, acompanhado de um purê levinho de batata), paella, saladas incríveis, pucheros com pezinhos de porco... Uma maravilha atrás da outra! Lembro do dia em que fiz um macarrão com legumes especialmente pra ela, bem leve, que a deixou entusiamada o suficiente pra me introduzir em alguns pequenos segredos de sua cozinha. Passei a ganhar azafrán, pimentón dulce e azeites - ingredientes essenciais pra preparar um belíssimo polvo-receita-de-família, com todos os truques e marras que só uma espanhola apaixonada por frutos do mar poderia ter me passado. Hoje, em sua homenagem, fiz uma sopa preguiçosa (e substanciosa) de grão de bico. Brindamos à D. Izabel com uma bela taça de vinho tinto e mais de um prato cheio!
Sopa para D. Izabel: grão de bico, bacon e coentro
3 caixinhas longa vida de grão de bico cozido (eu avisei que era pra preguiçosos a tal da sopa!)
200 gramas de bacon em cubinhos
4 dentes de alho
500 ml de água fervente
3 colheres de farinha de rosca (ou de farinha de tapioca) - opcional
2 pitadas de cominho (ou de masala)
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino
1 pitada de canela
3 ramos de coentro fresco picado
Em uma panela funda, em fogo médio, refogue o bacon até que comece a soltar um pouco de sua gordura. Lamine os dentes de alho e misture ao bacon até que dourem. Jogue as três caixinhas de grão de bico e refogue no bacon e no alho. Mantenha o fogo médio e mexa de quando em vez por mais 5 minutos. Jogue a água fervente sobre o grão de bico e adicione todos os temperos secos citados acima. Caso não tenha nada disso em casa, tente ainda assim fazer a sopa, porque bacon e grão de bico são uma mistura genial. Tampe o caldo e esqueça-o lá por 15 minutos. Com um mixer ou com um liquidificador, bata metade dos grãos no caldo e o engrosse. Caso queira mais espesso ainda, adicione a farinha de rosca ou de tapioca. Veja se a consistência está do seu gosto e desligue o fogo. Acerte o sal. Jogue o coentro fresco picado por sobre a sopa e abafe. Sirva com um fio de azeite.
Esse é um blog de receitas para aqueles que trocam o afeto dos outros por boa comida. O que se coloca aqui não é gourmet, não é correto, não é equilibrado, muitos menos original. É comida com cheiro suburbano de almoço de domingo e de jantar improvisado. Benvindos!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
Quando pequena, minha casa vivia de dieta. Para o meu pai, que nunca foi fã de arroz, sempre tinha um bife com legumes, acompanhado de batatas cozidas temperadas com azeite, cebolinha e pimenta do reino, além de uma salada crua. Os bifes nunca eram só bifes, claro. Neles a gente comia sempre muito cogumelo, pimentão e tomate, com uma salsinha pra colorir. Hoje fui ao supermercado sedenta por matéria prima pra um prato destes, mas muquinha que sou, vi que o frango estava em promoção e - voi lá- inventei (ou re-inventei a partir das receitas da minha mãe) esta receita que segue.
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
4 filés médios de peito de frango (não muito grossos)
1 vidro pequeno de cogumelos
20 tomatinhos cereja
20 azeitonas pretas
4 dentes de alho
1 punhado pequeno de folhas de hortelã
sal, azeite e pimenta a gosto
2 fatias de bacon (opcional)
Em uma frigideira grossa e funda, aqueça um fio generoso de azeite em fogo alto. Salteie os filés de um dos lados para que não colem no fundo. Acomode-os lado a lado. Pique grosseiramente os dentes de alho e jogue-os por cima. Faça o mesmo com os cogumelos (quanto menores, nesse caso, mais saborosos). Cozinhe por mais 5 minutos deste primeiro lado, até dourarem. Salgue o lado mais cru, vire os filés e aguarde outros 5 minutos, até a outra face embranquecer. Nessa altura, os filés começarão a soltar um caldo bom, que é o que dará o gosto pro molho. Caso resolva usar o bacon, este é o momento de colocá-lo, misturando com o caldinho. Tire os caroços das azeitonas pretas (as sem caroço costumam ser mais ressecadas e com menos gosto), pique tudo e lance sobre o frango. Agora uma parte de lambança: com cuidado, esprema tomatinho por tomatinho sobre o frango e vá lançando o 'bagaço' também por cima. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 20 a 25 minutos, virando o frango e misturando o molho de quando em vez. O tempo de cozimento dependerá da espessura do filé. Desligue o fogo. Sobre o frango fumegante, despeje a hortelã picada também grosseiramente (é um prato grosseiro, afinal. uma coisa campônia - rs). Abafe por 5 minutos. Sirva com uma saladinha fresca!
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
4 filés médios de peito de frango (não muito grossos)
1 vidro pequeno de cogumelos
20 tomatinhos cereja
20 azeitonas pretas
4 dentes de alho
1 punhado pequeno de folhas de hortelã
sal, azeite e pimenta a gosto
2 fatias de bacon (opcional)
Em uma frigideira grossa e funda, aqueça um fio generoso de azeite em fogo alto. Salteie os filés de um dos lados para que não colem no fundo. Acomode-os lado a lado. Pique grosseiramente os dentes de alho e jogue-os por cima. Faça o mesmo com os cogumelos (quanto menores, nesse caso, mais saborosos). Cozinhe por mais 5 minutos deste primeiro lado, até dourarem. Salgue o lado mais cru, vire os filés e aguarde outros 5 minutos, até a outra face embranquecer. Nessa altura, os filés começarão a soltar um caldo bom, que é o que dará o gosto pro molho. Caso resolva usar o bacon, este é o momento de colocá-lo, misturando com o caldinho. Tire os caroços das azeitonas pretas (as sem caroço costumam ser mais ressecadas e com menos gosto), pique tudo e lance sobre o frango. Agora uma parte de lambança: com cuidado, esprema tomatinho por tomatinho sobre o frango e vá lançando o 'bagaço' também por cima. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 20 a 25 minutos, virando o frango e misturando o molho de quando em vez. O tempo de cozimento dependerá da espessura do filé. Desligue o fogo. Sobre o frango fumegante, despeje a hortelã picada também grosseiramente (é um prato grosseiro, afinal. uma coisa campônia - rs). Abafe por 5 minutos. Sirva com uma saladinha fresca!
Salada de pupunha e coentro
Queridos,
Serão duas as receitas inventadas hoje. Primeiro a saladinha, o acompanhamento. Fresca! Viva o verão!
1 vidro de palmito pupunha (pode ser picado)
3 galhos de coentro (sem os talinhos)
1/2 limão
1 colher de sopa de mel
1 colher generosa de azeite extra virgem
sal a gosto
Pique bem o coentro. Jogue por cima do palmito pupunha picado (ou em rodelas). Coloque um pouquinho de sal, o mel, o limão e o azeite. Misture. Espere uns 5 minutinhos... e coma! Quanto quiser! É light! (risos)
Serão duas as receitas inventadas hoje. Primeiro a saladinha, o acompanhamento. Fresca! Viva o verão!
1 vidro de palmito pupunha (pode ser picado)
3 galhos de coentro (sem os talinhos)
1/2 limão
1 colher de sopa de mel
1 colher generosa de azeite extra virgem
sal a gosto
Pique bem o coentro. Jogue por cima do palmito pupunha picado (ou em rodelas). Coloque um pouquinho de sal, o mel, o limão e o azeite. Misture. Espere uns 5 minutinhos... e coma! Quanto quiser! É light! (risos)
sábado, 20 de novembro de 2010
Fusilli de frutos do mar e alho poró
Queridos convivas virtuais,
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
sábado, 16 de outubro de 2010
Macaquice: molho de endro ou o segredo do Big Méque
Toda vez que vou ao Mercado Municipal de São Paulo, quem me acompanha quer confiscar todas as minhas formas de pagamento, incluindo relógios, celulares e crianças ao alcance.
Eu fico louca, ensandecida, como um cocker spaniel caramelo de apartamento recém libertado em um parque. Nunca sei por onde começar. Tudo é perecível, em quantidades nababescas, e caríssimo, caríssimo.
Em geral, um dos lugares do qual tenho de ser arrancada - além da banca de queijos e azeitonas - é a loja de temperos. São pacotes relativamente grandes contendo mil maravilhas, pendurados sobre a sua cabeça, exibidos, abusados. Eu quero sempre um pouco de tudo, e fico triste ao pensar que sempre vai sobrar um monte de coisas, ou que as pessoas em casa vão comer pão com manteiga e tomilho, pra não estragar.
Mas, num belo dia, comprei uma sementinha genial: endro, também conhecido como dill.
Você vê em bons mercados para vender o macinho, de folhas fininhas, verde claras, um quase parente da folhinha de erva doce. É bem comum usarem em pratos com salmão defumado e cream cheese - uma delícia. Mas lá no Mercadão, são vendidas as sementes, que te proporcionam outra experiência.
Faça o teste e depois me diga se não fica metido a molho especial do Big Mac. Será que é esse o segredo?
2 colheres de endro (semente)
1/2 dente de alho
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de café de ketchup
1 colher de café de mostarda
1 pingo de molho inglês
1/4 de cebola picada
Macere grosseiramente as sementes de endro. Esprema o alho. Misture o restante. Veja se é do seu paladar, porque isso aqui é inventado, minha gente! Abaixo a correção!
Dá pra tapear o Ronald ou o paladar temperamental do seu filho?
Mas, enfim, o molho fiz uma única vez. Aqui em casa ninguém é muito fã de maionese ou ketchup. Só com hambúrguer mesmo, e olha lá. O que eu faço sempre, sempre, é salada de tomate com endro e cebola! É mais leve e te dá um registro trash de fast food!
Eu fico louca, ensandecida, como um cocker spaniel caramelo de apartamento recém libertado em um parque. Nunca sei por onde começar. Tudo é perecível, em quantidades nababescas, e caríssimo, caríssimo.
Em geral, um dos lugares do qual tenho de ser arrancada - além da banca de queijos e azeitonas - é a loja de temperos. São pacotes relativamente grandes contendo mil maravilhas, pendurados sobre a sua cabeça, exibidos, abusados. Eu quero sempre um pouco de tudo, e fico triste ao pensar que sempre vai sobrar um monte de coisas, ou que as pessoas em casa vão comer pão com manteiga e tomilho, pra não estragar.
Mas, num belo dia, comprei uma sementinha genial: endro, também conhecido como dill.
Você vê em bons mercados para vender o macinho, de folhas fininhas, verde claras, um quase parente da folhinha de erva doce. É bem comum usarem em pratos com salmão defumado e cream cheese - uma delícia. Mas lá no Mercadão, são vendidas as sementes, que te proporcionam outra experiência.
Faça o teste e depois me diga se não fica metido a molho especial do Big Mac. Será que é esse o segredo?
2 colheres de endro (semente)
1/2 dente de alho
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de café de ketchup
1 colher de café de mostarda
1 pingo de molho inglês
1/4 de cebola picada
Macere grosseiramente as sementes de endro. Esprema o alho. Misture o restante. Veja se é do seu paladar, porque isso aqui é inventado, minha gente! Abaixo a correção!
Dá pra tapear o Ronald ou o paladar temperamental do seu filho?
Mas, enfim, o molho fiz uma única vez. Aqui em casa ninguém é muito fã de maionese ou ketchup. Só com hambúrguer mesmo, e olha lá. O que eu faço sempre, sempre, é salada de tomate com endro e cebola! É mais leve e te dá um registro trash de fast food!
Abóbora paulista assada com sal grosso e alecrim
Ultimamente tenho testado esquemas de fazer legumes ao forno, sempre com sal grosso e dentes de alho inteiros. Em geral, é cortar os legumes em pedaços grandes em uma assadeira, polvilhar o que tiver à mão - orégano, pimenta seca, canela - regar com um pouco de azeite e mel se você gostar de uma coisa mais agridoce. Aí você cobre com alumínio e assa em fogo baixo pra médio por 20 a 30 minutos, tirando o alumínio pra dourar (ou secar, dependendo do legume) por mais 10 minutos sem a cobertura. Aí você olha o ponto e fica atenta pra não queimar!
Eu não sou a rainha das texturas ou do ponto certo. Costumo picar e assar aquilo que vai estragar em um dia ou dois na geladeira - como abobrinhas, berinjelas, batatas e cebolas. Tudo junto, misturado, bastante temperado. Em geral, uma coisa vira uma pasta, outra fica mais al dente, outra some com o resto. Mas eu me sinto saudável, rende e é gostoso.
Como a louça não é de minha responsabilidade, quem não se entusiasma muito com essa metodologia é meu nobre cônjuge, afinal, está pra surgir uma coisa mais chatinha do que lavar uma assadeira. Se você não for muquinha, forre com alumínio a parte de baixo, dê uma besutada de azeite e coloque os legumes ali. É mais prático.
Mas, enfim, a receita de hoje vem de uma paixonite minha: abóbora paulista. Sabe qual é? Aquela pequena, verde escura com estrias alaranjadas, em formato de cabaça! Em casa, minha mãe fazia na pressão e temperava, ainda morna com sal, limão, pimenta do reino e cebolinha. Ficava um escândalo.
Mas inventei de fazer a danada assada:
2 abóboras paulistas
4 dentes de alho inteiros, com casca
sal grosso
alecrim fresco
azeite extra-virgem
Pré-aqueça o forno uns 5 minutos, em fogo baixo. Corte a abóbora paulista em pedaços irregulares, com espessura de uns 2 a 3 centímetros (um dedo e meio!) e retire as sementes. Coloque a abóbora numa assadeira pequena, regue com um fio de azeite, jogue um punhadinho de sal grosso (1 colher de sopa) e uns 3 ramos de alecrim (se você não é super ultra fã, coloque o galinho inteiro por cima e só algumas folhinhas soltas). Lave os dentes de alho com casca e jogue-os inteiros entre os pedaços de abóbora (eu costumo emagá-los com casca, pressionando o cabo da faca sobre o dente. Eles soltam o gosto, mas não marcam o sabor a não ser que você pesque o dente inteiro!)
Cubra a assadeira com papel alumínio e deixe no forno baixo pra médio por 30 minutos. Descubra e veja se está cozida no ponto em que gosta. O ideal é que esteja al dente, nesse momento. Volte a assadeira pro forno e deixe dourar por, no máximo, 10 minutos. A abóbora, em geral, doura mais rápido que outros legumes ("doura" é quase força de expressão, porque ela dá é uma secada!). Fiquem de olho o tempo inteiro. Meu forno é um desastre - os bolos crescem como rampas de skate - e sempre dá uma tostada.. E, pronto. Tá feito!
Fica bom com carne mais gordurosa - picanha, bisteca, linguiça - acompanhada de uma salada de almeirão ou agrião, amarga.
Eu não sou a rainha das texturas ou do ponto certo. Costumo picar e assar aquilo que vai estragar em um dia ou dois na geladeira - como abobrinhas, berinjelas, batatas e cebolas. Tudo junto, misturado, bastante temperado. Em geral, uma coisa vira uma pasta, outra fica mais al dente, outra some com o resto. Mas eu me sinto saudável, rende e é gostoso.
Como a louça não é de minha responsabilidade, quem não se entusiasma muito com essa metodologia é meu nobre cônjuge, afinal, está pra surgir uma coisa mais chatinha do que lavar uma assadeira. Se você não for muquinha, forre com alumínio a parte de baixo, dê uma besutada de azeite e coloque os legumes ali. É mais prático.
Mas, enfim, a receita de hoje vem de uma paixonite minha: abóbora paulista. Sabe qual é? Aquela pequena, verde escura com estrias alaranjadas, em formato de cabaça! Em casa, minha mãe fazia na pressão e temperava, ainda morna com sal, limão, pimenta do reino e cebolinha. Ficava um escândalo.
Mas inventei de fazer a danada assada:
2 abóboras paulistas
4 dentes de alho inteiros, com casca
sal grosso
alecrim fresco
azeite extra-virgem
Pré-aqueça o forno uns 5 minutos, em fogo baixo. Corte a abóbora paulista em pedaços irregulares, com espessura de uns 2 a 3 centímetros (um dedo e meio!) e retire as sementes. Coloque a abóbora numa assadeira pequena, regue com um fio de azeite, jogue um punhadinho de sal grosso (1 colher de sopa) e uns 3 ramos de alecrim (se você não é super ultra fã, coloque o galinho inteiro por cima e só algumas folhinhas soltas). Lave os dentes de alho com casca e jogue-os inteiros entre os pedaços de abóbora (eu costumo emagá-los com casca, pressionando o cabo da faca sobre o dente. Eles soltam o gosto, mas não marcam o sabor a não ser que você pesque o dente inteiro!)
Cubra a assadeira com papel alumínio e deixe no forno baixo pra médio por 30 minutos. Descubra e veja se está cozida no ponto em que gosta. O ideal é que esteja al dente, nesse momento. Volte a assadeira pro forno e deixe dourar por, no máximo, 10 minutos. A abóbora, em geral, doura mais rápido que outros legumes ("doura" é quase força de expressão, porque ela dá é uma secada!). Fiquem de olho o tempo inteiro. Meu forno é um desastre - os bolos crescem como rampas de skate - e sempre dá uma tostada.. E, pronto. Tá feito!
Fica bom com carne mais gordurosa - picanha, bisteca, linguiça - acompanhada de uma salada de almeirão ou agrião, amarga.
domingo, 10 de outubro de 2010
Salada de tomates, pêssegos e azeitonas pretas
É domingo, o dia em que mais tenho vontade de comer (veja bem, não coloquei a palavra 'fome').
Ainda que tenha almoçado fartamente e tentado compensar o sorvete da tarde com uma sopinha de aveia de pacotinho, não consegui evitar a gula noturníca (inspirada no Bento Carneiro) e abri a geladeira pra ver o que ali se oferecia. Improvisei a seguinte salada e me arrependi de não ter duplicado a receita:
2 pêssegos maduros
2 tomates
1 punhado de azeitonas pretas
salsinha desidratada
limão
sal
azeite extra virgem
Pique os pêssegos, os tomates e as azeitonas pretas. Tempere com sal, limão, azeite e salsinha desidratada. Zé fini! Já fiquei com vontade de fazê-la para acompanhar um peixinho assado ou grelhado, como uma anchova. Acho que orna!
Ainda que tenha almoçado fartamente e tentado compensar o sorvete da tarde com uma sopinha de aveia de pacotinho, não consegui evitar a gula noturníca (inspirada no Bento Carneiro) e abri a geladeira pra ver o que ali se oferecia. Improvisei a seguinte salada e me arrependi de não ter duplicado a receita:
2 pêssegos maduros
2 tomates
1 punhado de azeitonas pretas
salsinha desidratada
limão
sal
azeite extra virgem
Pique os pêssegos, os tomates e as azeitonas pretas. Tempere com sal, limão, azeite e salsinha desidratada. Zé fini! Já fiquei com vontade de fazê-la para acompanhar um peixinho assado ou grelhado, como uma anchova. Acho que orna!
Assinar:
Postagens (Atom)