segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã

Quando pequena, minha casa vivia de dieta. Para o meu pai, que nunca foi fã de arroz, sempre tinha um bife com legumes, acompanhado de batatas cozidas temperadas com azeite, cebolinha e pimenta do reino, além de uma salada crua. Os bifes nunca eram só bifes, claro. Neles a gente comia sempre muito cogumelo, pimentão e tomate, com uma salsinha pra colorir. Hoje fui ao supermercado sedenta por matéria prima pra um prato destes, mas muquinha que sou, vi que o frango estava em promoção e - voi lá- inventei (ou re-inventei a partir das receitas da minha mãe) esta receita que segue.

Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã

4 filés médios de peito de frango (não muito grossos)
1 vidro pequeno de cogumelos
20 tomatinhos cereja
20 azeitonas pretas
4 dentes de alho
1 punhado pequeno de folhas de hortelã
sal, azeite e pimenta a gosto
2 fatias de bacon (opcional)

Em uma frigideira grossa e funda, aqueça um fio generoso de azeite em fogo alto. Salteie os filés de um dos lados para que não colem no fundo. Acomode-os lado a lado. Pique grosseiramente os dentes de alho e jogue-os por cima. Faça o mesmo com os cogumelos (quanto menores, nesse caso, mais saborosos). Cozinhe por mais 5 minutos deste primeiro lado, até dourarem. Salgue o lado mais cru, vire os filés e aguarde outros 5 minutos, até a outra face embranquecer. Nessa altura, os filés começarão a soltar um caldo bom, que é o que dará o gosto pro molho. Caso resolva usar o bacon, este é o momento de colocá-lo, misturando com o caldinho. Tire os caroços das azeitonas pretas (as sem caroço costumam ser mais ressecadas e com menos gosto), pique tudo e lance sobre o frango. Agora uma parte de lambança: com cuidado, esprema tomatinho por tomatinho sobre o frango e vá lançando o 'bagaço' também por cima. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 20 a 25 minutos, virando o frango e misturando o molho de quando em vez. O tempo de cozimento dependerá da espessura do filé. Desligue o fogo. Sobre o frango fumegante, despeje a hortelã picada também grosseiramente (é um prato grosseiro, afinal. uma coisa campônia - rs). Abafe por 5 minutos. Sirva com uma saladinha fresca!

Salada de pupunha e coentro

Queridos,

Serão duas as receitas inventadas hoje. Primeiro a saladinha, o acompanhamento. Fresca! Viva o verão!

1 vidro de palmito pupunha (pode ser picado)
3 galhos de coentro (sem os talinhos)
1/2 limão
1 colher de sopa de mel
1 colher generosa de azeite extra virgem
sal a gosto

Pique bem o coentro. Jogue por cima do palmito pupunha picado (ou em rodelas). Coloque um pouquinho de sal, o mel, o limão e o azeite. Misture. Espere uns 5 minutinhos... e coma! Quanto quiser! É light! (risos)

sábado, 20 de novembro de 2010

Fusilli de frutos do mar e alho poró

Queridos convivas virtuais,

Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.

3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal

Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.

sábado, 16 de outubro de 2010

Macaquice: molho de endro ou o segredo do Big Méque

Toda vez que vou ao Mercado Municipal de São Paulo, quem me acompanha quer confiscar todas as minhas formas de pagamento, incluindo relógios, celulares e crianças ao alcance.
Eu fico louca, ensandecida, como um cocker spaniel caramelo de apartamento recém libertado em um parque. Nunca sei por onde começar. Tudo é perecível, em quantidades nababescas, e caríssimo, caríssimo. 
Em geral, um dos lugares do qual tenho de ser arrancada - além da banca de queijos e azeitonas - é a loja de temperos. São pacotes relativamente grandes contendo mil maravilhas, pendurados sobre a sua cabeça, exibidos, abusados. Eu quero sempre um pouco de tudo, e fico triste ao pensar que sempre vai sobrar um monte de coisas, ou que as pessoas em casa vão comer pão com manteiga e tomilho, pra não estragar.

Mas, num belo dia, comprei uma sementinha genial: endro, também conhecido como dill.
Você vê em bons mercados para vender o macinho, de folhas fininhas, verde claras, um quase parente da folhinha de erva doce. É bem comum usarem em pratos com salmão defumado e cream cheese - uma delícia. Mas lá no Mercadão, são vendidas as sementes, que te proporcionam outra experiência.

Faça o teste e depois me diga se não fica metido a molho especial do Big Mac. Será que é esse o segredo?

2 colheres de endro (semente)
1/2 dente de alho
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de café de ketchup
1 colher de café de mostarda
1 pingo de molho inglês
1/4 de cebola picada

Macere grosseiramente as sementes de endro. Esprema o alho. Misture o restante. Veja se é do seu paladar, porque isso aqui é inventado, minha gente! Abaixo a correção!

Dá pra tapear o Ronald ou o paladar temperamental do seu filho?
Mas, enfim, o molho fiz uma única vez. Aqui em casa ninguém é muito fã de maionese ou ketchup. Só com hambúrguer mesmo, e olha lá. O que eu faço sempre, sempre, é salada de tomate com endro e cebola! É mais leve e te dá um registro trash de fast food!

Abóbora paulista assada com sal grosso e alecrim

Ultimamente tenho testado esquemas de fazer legumes ao forno, sempre com sal grosso e dentes de alho inteiros. Em geral, é cortar os legumes em pedaços grandes em uma assadeira, polvilhar o que tiver à mão - orégano, pimenta seca, canela - regar com um pouco de azeite e mel se você gostar de uma coisa mais agridoce. Aí você cobre com alumínio e assa em fogo baixo pra médio por 20 a 30 minutos, tirando o alumínio pra dourar (ou secar, dependendo do legume) por mais 10 minutos sem a cobertura. Aí você olha o ponto e fica atenta pra não queimar!

Eu não sou a rainha das texturas ou do ponto certo. Costumo picar e assar aquilo que vai estragar em um dia ou dois na geladeira - como abobrinhas, berinjelas, batatas e cebolas. Tudo junto, misturado, bastante temperado. Em geral, uma coisa vira uma pasta, outra fica mais al dente, outra some com o resto. Mas eu me sinto saudável, rende e é gostoso.

Como a louça não é de minha responsabilidade, quem não se entusiasma muito com essa metodologia é meu nobre cônjuge, afinal, está pra surgir uma coisa mais chatinha do que lavar uma assadeira. Se você não for muquinha, forre com alumínio a parte de baixo, dê uma besutada de azeite e coloque os legumes ali. É mais prático.

Mas, enfim, a receita de hoje vem de uma paixonite minha: abóbora paulista. Sabe qual é? Aquela pequena, verde escura com estrias alaranjadas, em formato de cabaça! Em casa, minha mãe fazia na pressão e temperava, ainda morna com sal, limão, pimenta do reino e cebolinha. Ficava um escândalo.

Mas inventei de fazer a danada assada:

2 abóboras paulistas
4 dentes de alho inteiros, com casca
sal grosso
alecrim fresco
azeite extra-virgem

Pré-aqueça o forno uns 5 minutos, em fogo baixo. Corte a abóbora paulista em pedaços irregulares, com espessura de uns 2 a 3 centímetros (um dedo e meio!) e retire as sementes. Coloque a abóbora numa assadeira pequena, regue com um fio de azeite, jogue um punhadinho de sal grosso (1 colher de sopa) e uns 3 ramos de alecrim (se você não é super ultra fã, coloque o galinho inteiro por cima e só algumas folhinhas soltas). Lave os dentes de alho com casca e jogue-os inteiros entre os pedaços de abóbora (eu costumo emagá-los com casca, pressionando o cabo da faca sobre o dente. Eles soltam o gosto, mas não marcam o sabor a não ser que você pesque o dente inteiro!)

Cubra a assadeira com papel alumínio e deixe no forno baixo pra médio por 30 minutos. Descubra e veja se está cozida no ponto em que gosta. O ideal é que esteja al dente, nesse momento. Volte a assadeira pro forno e deixe dourar por, no máximo, 10 minutos. A abóbora, em geral, doura mais rápido que outros legumes ("doura" é quase força de expressão, porque ela dá é uma secada!). Fiquem de olho o tempo inteiro. Meu forno é um desastre - os bolos crescem como rampas de skate - e sempre dá uma tostada.. E, pronto. Tá feito!

Fica bom com carne mais gordurosa - picanha, bisteca, linguiça - acompanhada de uma salada de almeirão ou agrião, amarga.

domingo, 10 de outubro de 2010

Salada de tomates, pêssegos e azeitonas pretas

É domingo, o dia em que mais tenho vontade de comer (veja bem, não coloquei a palavra 'fome').
Ainda que tenha almoçado fartamente e tentado compensar o sorvete da tarde com uma sopinha de aveia de pacotinho, não consegui evitar a gula noturníca (inspirada no Bento Carneiro) e abri a geladeira pra ver o que ali se oferecia. Improvisei a seguinte salada e me arrependi de não ter duplicado a receita:

2 pêssegos maduros
2 tomates
1 punhado de azeitonas pretas
salsinha desidratada
limão
sal
azeite extra virgem

Pique os pêssegos, os tomates e as azeitonas pretas. Tempere com sal, limão, azeite e salsinha desidratada. Zé fini! Já fiquei com vontade de fazê-la para acompanhar um peixinho assado ou grelhado, como uma anchova. Acho que orna!

domingo, 3 de outubro de 2010

Fome da tarde: tostex de polenghi, espinafre e tomate

Esse tostex fica uma delícia, principalmente pelo contraste do queijo adocicado com o espinafre. Mas aqui eu não coloco o polenghi de pacotinho, e sim aquele de bandeja (de fatias individuais). Gosto daquele mais amarelinho pra esse lanche. Segue a receita:

1/2 maço de espinafre fresco
300 g de queijo tipo polenghi fatiado
1 tomate
pão de forma (integral e light, de preferência)

Escalde o espinafre em água fervente por 5 minutos. Escorra, jogue água fria e reserve. Recheie duas fatias de pão integral com queijo, o espinafre e fatias de tomate (jogue um salzinho e um fio de azeite). Toste ou na forminha de boca de fogão (de tostex) ou na maquininha. Sirva com mostarda! Com esse tanto de recheio, dá pra fazer uns 3 ou 4 sanduíches.