Esse é um blog de receitas para aqueles que trocam o afeto dos outros por boa comida. O que se coloca aqui não é gourmet, não é correto, não é equilibrado, muitos menos original. É comida com cheiro suburbano de almoço de domingo e de jantar improvisado. Benvindos!
quinta-feira, 13 de março de 2014
Canja com quinoa
Ao invés de postar uma receita, posto uma ideia que deu certo: substituir o arroz por quinoa na canja!
Fiz tudo como manda meu figurino de canja: temperos (alho, cebola e muito louro), frango e legumes picadinhos na pressão por 20 minutos com bastante água.
Desliguei, esperei, abri e pus a quinoa. Mais 15 minutos de panela de pressão e pronto! :)
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
O bolo de castanha da Nina
A Nina foi minha mentora. Mais do que ter me "adotado", ela me iniciou generosamente em todas as dores e as delícias do mundo dos museus. Com ela, aprendi a desacostumar o olhar, a pesquisar e a nunca me acomodar nas práticas de documentação e pesquisa. Foram muitos serões e muitos finais de semana trabalhando na casa dela. E, pra alimentar o espírito e o corpo, ela cozinhava. Pra mim e pro meu marido, que sempre se achegava. Abríamos um vinho e ouvíamos as histórias familiares, de trabalho, e, claro, os amores. Conversávamos muito, ríamos e trabalhávamos mais um pouco. E, de sobremesa, ela servia o melhor bolo que já comi. A receita original é da mulher de um amigo dela, arquiteto, e foi até publicada em revista especializada. Pra mim, no entanto, a receita do bolo de castanha é da Nina Lomônaco. E segue abaixo, com amor e saudade, muita saudade.
Bolo de castanha da Nina
Ingredientes
7 ovos
250 g de açúcar
250g de castanha do pará (batida no processador ou granulada)
3 colheres de sopa de farinha de rosca
Um fio de azeite extra-virgem
Açúcar de confeiteiro
Bata as claras em neve. Depois, adicione as gemas, o açúcar e a castanha do pará. Bata tudo novamente. Coloque a farinha de rosca e mexa delicadamente. Unte uma forma com manteiga e polvilhe a farinha de rosca. Asse por meia hora, em fogo médio. Espere esfriar, retire da forma, regue o bolo com um fio de azeite e cubra com a castanha misturada com o açúcar de confeiteiro.
Bolo de castanha da Nina
Ingredientes
7 ovos
250 g de açúcar
250g de castanha do pará (batida no processador ou granulada)
3 colheres de sopa de farinha de rosca
Um fio de azeite extra-virgem
Açúcar de confeiteiro
Bata as claras em neve. Depois, adicione as gemas, o açúcar e a castanha do pará. Bata tudo novamente. Coloque a farinha de rosca e mexa delicadamente. Unte uma forma com manteiga e polvilhe a farinha de rosca. Asse por meia hora, em fogo médio. Espere esfriar, retire da forma, regue o bolo com um fio de azeite e cubra com a castanha misturada com o açúcar de confeiteiro.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Verduras escuras para iniciantes
Os manuais de boa alimentação estão sempre cheios de recomendações, principalmente no que diz respeito às benditas verduras escuras. Salvo o espinafre, é difícil encontrarmos receitas bacanas com elas. Acabam sempre sendo remédio na mesa. Por aqui, encontrei um jeito coringa e preguiçoso de usá-las. Vamos lá!
1 maço de catalônia/almeirão/bertalha/chicória
1 pacote de espinafre congelado (aí entra a preguiça!)
3 a 4 dentes de alho
sal
azeite
limão ou vinagre balsâmico (opcional)
Numa panela grande, ferva a água e os dentes de alho, com casca. Jogue o maço (lavado, claro) da verdura escolhida e cozinhe até os talos ficarem al dente, não muito moles. Escorra em bastante água até esfriar totalmente. Separe os dentes de alho, que, depois de retirada a casca, podem ser laminados, picados ou passados no espremedor. Esprema a verdura até sair toda a água. Molde uma bola compacta e pique delicadamente.
Se você é bom de boca e curte as verduras amargas em versão solo, é a hora de temperá-las com sal, limão ou gotas de balsâmico e azeite, muito azeite.
Agora, se você está cozinhando pra mais gente, crianças ou adultos de paladar difícil, sugiro, adicionar o espinafre na mistura toda. Então, numa frigideira grande, com umas gotinhas de água, você dissolverá o espinafre congelado - que é essencialmente uma pasta de espinafre - sem tempero algum. Assim que ele der uma esfriada, você misturará tudo e aí sim temperará generosamente. Alho e pimenta são sempre bons nessas situações. Essa base - que fica mais pastosa - é muito, mas muito boa pra recheio de massas - como lasanhas ou conchigliones - e melhor ainda servida com cottage ou queijo fresco. Tomates picados são bem vindos, caso queira transformar isso num molho, propriamente dito.
Duvideodó alguém dizer que não curte 'verdes'. :)
1 maço de catalônia/almeirão/bertalha/chicória
1 pacote de espinafre congelado (aí entra a preguiça!)
3 a 4 dentes de alho
sal
azeite
limão ou vinagre balsâmico (opcional)
Numa panela grande, ferva a água e os dentes de alho, com casca. Jogue o maço (lavado, claro) da verdura escolhida e cozinhe até os talos ficarem al dente, não muito moles. Escorra em bastante água até esfriar totalmente. Separe os dentes de alho, que, depois de retirada a casca, podem ser laminados, picados ou passados no espremedor. Esprema a verdura até sair toda a água. Molde uma bola compacta e pique delicadamente.
Se você é bom de boca e curte as verduras amargas em versão solo, é a hora de temperá-las com sal, limão ou gotas de balsâmico e azeite, muito azeite.
Agora, se você está cozinhando pra mais gente, crianças ou adultos de paladar difícil, sugiro, adicionar o espinafre na mistura toda. Então, numa frigideira grande, com umas gotinhas de água, você dissolverá o espinafre congelado - que é essencialmente uma pasta de espinafre - sem tempero algum. Assim que ele der uma esfriada, você misturará tudo e aí sim temperará generosamente. Alho e pimenta são sempre bons nessas situações. Essa base - que fica mais pastosa - é muito, mas muito boa pra recheio de massas - como lasanhas ou conchigliones - e melhor ainda servida com cottage ou queijo fresco. Tomates picados são bem vindos, caso queira transformar isso num molho, propriamente dito.
Duvideodó alguém dizer que não curte 'verdes'. :)
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Salada de vagem e aspargo com castanha e manjericão
Essa receita não é minha oficialmente, mas roubei de um almoço ótimo com Marilúcia Bottallo - poderosa e absoluta - na Sala São Paulo. Ela, uma lady, falou que a receita podia ser minha. Pimba! Agora "é". Roubei. :)
1 pacote de vagem francesa congelada (daquela mais fininha e escura)
1 vidro de aspargos (mas pode ser um macinho do fresco, cozido no vapor, usando da metade pra cima)
100 gramas de castanhas do pará picadas grosseiramente
um punhado de manjericão
um dente de alho
sal, azeite e pimenta do reino
Cozinhe as vagens al dente. Pique os aspargos grosseiramente, assim como as castanhas e o manjericão. Esprema um dente de alho cru, regue com azeite, acerte o sal e a pimenta!
1 pacote de vagem francesa congelada (daquela mais fininha e escura)
1 vidro de aspargos (mas pode ser um macinho do fresco, cozido no vapor, usando da metade pra cima)
100 gramas de castanhas do pará picadas grosseiramente
um punhado de manjericão
um dente de alho
sal, azeite e pimenta do reino
Cozinhe as vagens al dente. Pique os aspargos grosseiramente, assim como as castanhas e o manjericão. Esprema um dente de alho cru, regue com azeite, acerte o sal e a pimenta!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Salada de feijão fradinho com salmão defumado
Posto por exigência do meu filho, que gostou do almoço!
250 g de feijão fradinho
100 g de salmão defumado
cebolinha
1/2 pote de iogurte desnatado
azeite
pimenta do reino
Deixe o feijão de molho por uma hora. Dispense a água e cozinhe na pressão por 15 minutos, contados a partir do início do chiado. Deixe amornar na panela fechada por mais 10 minutos. Escorra. Ah, tudo isso pode ser substitúido por uma caixinha de feijão fradinho pronto.
Pique finamente o salmão defumado e a cebolinha. Misture meio pote (ou mais, a seu gosto) do iogurte. Acerte o sal, regue com o azeite e tempere com quanta pimenta gostar (eu pus um pouquinho de curry, também). Sirva com arroz branco e salada verde.
250 g de feijão fradinho
100 g de salmão defumado
cebolinha
1/2 pote de iogurte desnatado
azeite
pimenta do reino
Deixe o feijão de molho por uma hora. Dispense a água e cozinhe na pressão por 15 minutos, contados a partir do início do chiado. Deixe amornar na panela fechada por mais 10 minutos. Escorra. Ah, tudo isso pode ser substitúido por uma caixinha de feijão fradinho pronto.
Pique finamente o salmão defumado e a cebolinha. Misture meio pote (ou mais, a seu gosto) do iogurte. Acerte o sal, regue com o azeite e tempere com quanta pimenta gostar (eu pus um pouquinho de curry, também). Sirva com arroz branco e salada verde.
domingo, 10 de julho de 2011
Sopa de abóbora e cenoura com cottage
Ausente por muito tempo daqui, tomei coragem de postar só pela facilidade da receita (que ainda por cima é light, light). E smples, simples.
1 abóbora paulista pequena (ou 1/2 japonesa, ou 1/4 da moranga)
2 cenouras
3 dentes de alho
1 cubo/sachê de caldo de vegetais (daqueles com menos sódio)
cottage
Pique a abóbora e a cenoura grosseiramente. Descasque o alho. Jogue tudo em uma panela de pressão. Cubra os legumes com dois dedos a mais de água. Esfarele o cubo de caldo nessa água. Bote pra ferver. Quando apitar, abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos. Retire e bata no liquidificador. Sirva com uma ou duas colheres de cottage e um fiozim de azeite.
1 abóbora paulista pequena (ou 1/2 japonesa, ou 1/4 da moranga)
2 cenouras
3 dentes de alho
1 cubo/sachê de caldo de vegetais (daqueles com menos sódio)
cottage
Pique a abóbora e a cenoura grosseiramente. Descasque o alho. Jogue tudo em uma panela de pressão. Cubra os legumes com dois dedos a mais de água. Esfarele o cubo de caldo nessa água. Bote pra ferver. Quando apitar, abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos. Retire e bata no liquidificador. Sirva com uma ou duas colheres de cottage e um fiozim de azeite.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Salada agridoce de frango, damasco e nozes
Sabe quando você acredita temporariamente naquela história de não-comer-carboidrato-à-noite? Em geral, te sobram saladas e sopas, certo? Essa receita surge dessas manias (facilmente esquecidas com a cerveja de uma sexta-feira como hoje). Abstraia da colher de açúcar (a gente gosta de se enganar).
Salada agridoce de frango, damasco e nozes
2 filés de peito de frango (ou sobrecoxas sem pele)
1 xícara de damascos secos
1/2 xícara de nozes
2 dentes de alho
1 colher de chá rasa de açúcar
2 colheres de sopa de shoyu
sal à gosto
Faça de um peito de frango inteiro quatro filés altos, da grossura de um dedo (ou seja, separe cada peito na vertical e corte uma vez na horizontal). "Sele" os peitos de frango sem tempero em uma frigideira, dourando por 3 minutos um lado e depois 2 minutos o outro. Retire os filés e pique-os em cubos ou tiras largas. Reserve. Na mesma frigideira, jogue um fiozinho de azeite e os dentes de alho laminados. Assim que dourarem, jogue o açúcar, o shoyu. Misture os cubos/tiras de frango e refogue-os no molho por 5 minutos. Adicione o damasco e as nozes (picados grosseiramente) e mexa por mais 5 minutos. Cheque se está cozido a seu gosto (varia de acordo com a espessura do filé) e adicione duas pitadas de sal. Coma morno ou frio, sobre uma base de alface americana ou rúcula.
Salada agridoce de frango, damasco e nozes
2 filés de peito de frango (ou sobrecoxas sem pele)
1 xícara de damascos secos
1/2 xícara de nozes
2 dentes de alho
1 colher de chá rasa de açúcar
2 colheres de sopa de shoyu
sal à gosto
Faça de um peito de frango inteiro quatro filés altos, da grossura de um dedo (ou seja, separe cada peito na vertical e corte uma vez na horizontal). "Sele" os peitos de frango sem tempero em uma frigideira, dourando por 3 minutos um lado e depois 2 minutos o outro. Retire os filés e pique-os em cubos ou tiras largas. Reserve. Na mesma frigideira, jogue um fiozinho de azeite e os dentes de alho laminados. Assim que dourarem, jogue o açúcar, o shoyu. Misture os cubos/tiras de frango e refogue-os no molho por 5 minutos. Adicione o damasco e as nozes (picados grosseiramente) e mexa por mais 5 minutos. Cheque se está cozido a seu gosto (varia de acordo com a espessura do filé) e adicione duas pitadas de sal. Coma morno ou frio, sobre uma base de alface americana ou rúcula.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Felicidade suprema: burrata!
Este não é um post com receita nenhuma. É como um registro de memória, pra eu não esquecer, não esquecer, não esquecer nunca que burrata é uma das MELHORES COISAS QUE JÁ COMI NA VIDA.
É uma espécie de mussarela clara, como a de búfala (mas não é de búfala), enorme e CREMOSA POR DENTRO. Não há caps lock que baste, caros colegas. É divino-ino! Pra minha sorte, tive o prazer de conhecer essa iguaria no meu último dia em Trieste, acompanhada de presunto cru, valeriana (que é como um mini agrião, só que mais doce) e um bom valpolicella! Al'Italia! Viva!
É uma espécie de mussarela clara, como a de búfala (mas não é de búfala), enorme e CREMOSA POR DENTRO. Não há caps lock que baste, caros colegas. É divino-ino! Pra minha sorte, tive o prazer de conhecer essa iguaria no meu último dia em Trieste, acompanhada de presunto cru, valeriana (que é como um mini agrião, só que mais doce) e um bom valpolicella! Al'Italia! Viva!
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Pesto de azeitona preta
Queridos, queridos,
Pra mim, além de tempo de alcachofra, felicidade é um belíssimo prato de antepasto!
A perfeição, pra mim, pode não ser tão barata, mas cai tão bem!
Pensem comigo:
- Presunto cru
- Mussarela de búfala
- Tomatinho cereja com azeite e manjericão
- Pesto de azeitona preta (receita abaixo!)
Pesto de azeitona preta
- 20 azeitonas pretas chilenas, gorduchas, sem caroço.
- 5 alcaparras
- 1 dente de alho espremido
- 6 folhas de manjericão fresco
- 1 pitada de pimenta
- azeite extra virgem
- sal (se necessário)
- uma colherzinha de café de parmesão ralado
Bata tudo no processador. Acerte o ponto com o azeite!
Coma tudo com MUITO pão italiano! E sê feliz!
Pra mim, além de tempo de alcachofra, felicidade é um belíssimo prato de antepasto!
A perfeição, pra mim, pode não ser tão barata, mas cai tão bem!
Pensem comigo:
- Presunto cru
- Mussarela de búfala
- Tomatinho cereja com azeite e manjericão
- Pesto de azeitona preta (receita abaixo!)
Pesto de azeitona preta
- 20 azeitonas pretas chilenas, gorduchas, sem caroço.
- 5 alcaparras
- 1 dente de alho espremido
- 6 folhas de manjericão fresco
- 1 pitada de pimenta
- azeite extra virgem
- sal (se necessário)
- uma colherzinha de café de parmesão ralado
Bata tudo no processador. Acerte o ponto com o azeite!
Coma tudo com MUITO pão italiano! E sê feliz!
domingo, 23 de janeiro de 2011
Geladeira dos desesperados: Penne com calabresa e limão
Queridos convivas virtuais,
Peço desculpas pela minha longa ausência. Um sem número de mudanças me afastaram da cozinha e, por tabela, deste blog. No entanto, um pé d'água daqueles, uma geladeira árida e uma despensa vazia me trazem de volta.
Bom, era uma vez um domingo. Só as pessoas com tanques anfíbios conseguiam circular pela cidade. Um homem faminto me atormentava com a idéia de fazer um macarrão alho-e-óleo, um prato muito leve e light, com os únicos três ingredientes disponíveis na despensa. Na geladeira, um limão solitário rolava na gaveta de legumes. Resolvi apelar para o congelador, que me apresentou a salvação: 3 cubos de espinafre vagabundo congelado e duas linguiças calabresa - ambos comemorando alguns meses de aniversário. Desse árido movie gastronômico, em meio à chuva lá fora, surgiu um prato cafajeste e bom - mas que seria mais adequado pra um almoço!
Penne com calabresa e limão
1/2 pacote de penne grano duro
2 linguiças calabresa
3 cubos de espinafre congelado
4 dentes de alho
3/4 limão (se for limão cravo fica melhor ainda)
1 pitada de pimenta calabresa
azeite extra virgem
Serve dois neandertais (e ainda sobra uma marmita!).
Em um fio de azeite, doure os dentes de alho e as linguiças finamente laminadas. Jogue os cubos de espinafre congelado e mexa até que derretam. Se quiser, coloque um dedinho de água (eu prefiro mais sequinho). Acerte o sal e coloque uma pitada de pimenta calabresa. Cozinhe o macarrão al dente (claro!), misture o "molho", esprema o limão por cima do macarrão e regue com um fio de azeite. E não, essa receita não é light! Finito!
Peço desculpas pela minha longa ausência. Um sem número de mudanças me afastaram da cozinha e, por tabela, deste blog. No entanto, um pé d'água daqueles, uma geladeira árida e uma despensa vazia me trazem de volta.
Bom, era uma vez um domingo. Só as pessoas com tanques anfíbios conseguiam circular pela cidade. Um homem faminto me atormentava com a idéia de fazer um macarrão alho-e-óleo, um prato muito leve e light, com os únicos três ingredientes disponíveis na despensa. Na geladeira, um limão solitário rolava na gaveta de legumes. Resolvi apelar para o congelador, que me apresentou a salvação: 3 cubos de espinafre vagabundo congelado e duas linguiças calabresa - ambos comemorando alguns meses de aniversário. Desse árido movie gastronômico, em meio à chuva lá fora, surgiu um prato cafajeste e bom - mas que seria mais adequado pra um almoço!
Penne com calabresa e limão
1/2 pacote de penne grano duro
2 linguiças calabresa
3 cubos de espinafre congelado
4 dentes de alho
3/4 limão (se for limão cravo fica melhor ainda)
1 pitada de pimenta calabresa
azeite extra virgem
Serve dois neandertais (e ainda sobra uma marmita!).
Em um fio de azeite, doure os dentes de alho e as linguiças finamente laminadas. Jogue os cubos de espinafre congelado e mexa até que derretam. Se quiser, coloque um dedinho de água (eu prefiro mais sequinho). Acerte o sal e coloque uma pitada de pimenta calabresa. Cozinhe o macarrão al dente (claro!), misture o "molho", esprema o limão por cima do macarrão e regue com um fio de azeite. E não, essa receita não é light! Finito!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Salada do filhote: Mistura tudo - tomate, pêra e queijo com balsâmico
Gostar de comer bem, como vocês tem visto por aqui, é mal de família no meu caso.
Meu filho sempre fez estilo garoto-chicória. Fã de saladas, amarguinhos, temperos todos, sempre me encheu de orgulho com seu paladar generoso. É do tipo que vai experimentar na vida grilos, gafanhotos e coisas que tais. Ultimamente, ele tem me pedido autorização pra cozinhar autoralmente (porque ele já faz um ótimo molho de tomate que é receita minha). Claro que sou a maior das entusiastas! E ele criou essa receitinha (eu palpitei só no balsâmico). É um escândalo. Sério!
Salada Mistura Tudo - tomate, pêra e queijo branco com balsâmico
Ingredientes:
1 pêra pequena (da Turma da Mônica, de preferência *-*)
1 tomate
uma fatia grossa de queijo branco
vinagre balsâmico
azeite extra-virgem
sal
Modo de preparo:
Pique tudo, tempere e ponha numa tigela!
Fácil, não? E delicioso! Filho de peixe, peixinho é!
Meu filho sempre fez estilo garoto-chicória. Fã de saladas, amarguinhos, temperos todos, sempre me encheu de orgulho com seu paladar generoso. É do tipo que vai experimentar na vida grilos, gafanhotos e coisas que tais. Ultimamente, ele tem me pedido autorização pra cozinhar autoralmente (porque ele já faz um ótimo molho de tomate que é receita minha). Claro que sou a maior das entusiastas! E ele criou essa receitinha (eu palpitei só no balsâmico). É um escândalo. Sério!
Salada Mistura Tudo - tomate, pêra e queijo branco com balsâmico
Ingredientes:
1 pêra pequena (da Turma da Mônica, de preferência *-*)
1 tomate
uma fatia grossa de queijo branco
vinagre balsâmico
azeite extra-virgem
sal
Modo de preparo:
Pique tudo, tempere e ponha numa tigela!
Fácil, não? E delicioso! Filho de peixe, peixinho é!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Fome da tarde: sanduíche de queijo branco, tomate, aliche e hortelã
A fome da tarde hoje bateu no meio de muito calor. Acho lindo pessoas que perdem a fome no verão! Eu já sou das que orienta os desejos para coisas refrescantes, leves e não necessariamente lights.
Mas a receita de hoje é sim levinha. Surgiu da necessidade de aproveitar um maço de hortelã da geladeira.
Sanduíche de queijo branco, tomate, aliche e hortelã
pão francês
queijo branco
tomate
aliche
hortelã fresca
limão
sal
azeite
Macere o aliche com umas gotinhas de limão - comemos agora aqui uns 3 filés pequenos por pessoa nesse sanduíche. Fatie finamente o tomate e tempere com sal, limão, azeite e hortelã fresca picada. Abra o pãozinho, e coloque primeiro o tomate (com um pouco do caldinho e a hortelã), depois uma fatia grossa de queijo branco e depois o aliche. E coma!
Mas a receita de hoje é sim levinha. Surgiu da necessidade de aproveitar um maço de hortelã da geladeira.
Sanduíche de queijo branco, tomate, aliche e hortelã
pão francês
queijo branco
tomate
aliche
hortelã fresca
limão
sal
azeite
Macere o aliche com umas gotinhas de limão - comemos agora aqui uns 3 filés pequenos por pessoa nesse sanduíche. Fatie finamente o tomate e tempere com sal, limão, azeite e hortelã fresca picada. Abra o pãozinho, e coloque primeiro o tomate (com um pouco do caldinho e a hortelã), depois uma fatia grossa de queijo branco e depois o aliche. E coma!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sopa para D. Izabel: grão de bico, bacon e coentro
A D. Izabel era a querida avó do meu marido. Espanhola, lindíssima, cozinhou especialmente pra mim (e para o neto mimado, claro) coisas das quais nunca vou me esquecer: uma sopa que chamava de 'Ajo' (um caldo de bacalhau dessalgado e cação no qual se espreme muito alho cru, acompanhado de um purê levinho de batata), paella, saladas incríveis, pucheros com pezinhos de porco... Uma maravilha atrás da outra! Lembro do dia em que fiz um macarrão com legumes especialmente pra ela, bem leve, que a deixou entusiamada o suficiente pra me introduzir em alguns pequenos segredos de sua cozinha. Passei a ganhar azafrán, pimentón dulce e azeites - ingredientes essenciais pra preparar um belíssimo polvo-receita-de-família, com todos os truques e marras que só uma espanhola apaixonada por frutos do mar poderia ter me passado. Hoje, em sua homenagem, fiz uma sopa preguiçosa (e substanciosa) de grão de bico. Brindamos à D. Izabel com uma bela taça de vinho tinto e mais de um prato cheio!
Sopa para D. Izabel: grão de bico, bacon e coentro
3 caixinhas longa vida de grão de bico cozido (eu avisei que era pra preguiçosos a tal da sopa!)
200 gramas de bacon em cubinhos
4 dentes de alho
500 ml de água fervente
3 colheres de farinha de rosca (ou de farinha de tapioca) - opcional
2 pitadas de cominho (ou de masala)
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino
1 pitada de canela
3 ramos de coentro fresco picado
Em uma panela funda, em fogo médio, refogue o bacon até que comece a soltar um pouco de sua gordura. Lamine os dentes de alho e misture ao bacon até que dourem. Jogue as três caixinhas de grão de bico e refogue no bacon e no alho. Mantenha o fogo médio e mexa de quando em vez por mais 5 minutos. Jogue a água fervente sobre o grão de bico e adicione todos os temperos secos citados acima. Caso não tenha nada disso em casa, tente ainda assim fazer a sopa, porque bacon e grão de bico são uma mistura genial. Tampe o caldo e esqueça-o lá por 15 minutos. Com um mixer ou com um liquidificador, bata metade dos grãos no caldo e o engrosse. Caso queira mais espesso ainda, adicione a farinha de rosca ou de tapioca. Veja se a consistência está do seu gosto e desligue o fogo. Acerte o sal. Jogue o coentro fresco picado por sobre a sopa e abafe. Sirva com um fio de azeite.
Sopa para D. Izabel: grão de bico, bacon e coentro
3 caixinhas longa vida de grão de bico cozido (eu avisei que era pra preguiçosos a tal da sopa!)
200 gramas de bacon em cubinhos
4 dentes de alho
500 ml de água fervente
3 colheres de farinha de rosca (ou de farinha de tapioca) - opcional
2 pitadas de cominho (ou de masala)
1 pitada de noz moscada
1 pitada de pimenta do reino
1 pitada de canela
3 ramos de coentro fresco picado
Em uma panela funda, em fogo médio, refogue o bacon até que comece a soltar um pouco de sua gordura. Lamine os dentes de alho e misture ao bacon até que dourem. Jogue as três caixinhas de grão de bico e refogue no bacon e no alho. Mantenha o fogo médio e mexa de quando em vez por mais 5 minutos. Jogue a água fervente sobre o grão de bico e adicione todos os temperos secos citados acima. Caso não tenha nada disso em casa, tente ainda assim fazer a sopa, porque bacon e grão de bico são uma mistura genial. Tampe o caldo e esqueça-o lá por 15 minutos. Com um mixer ou com um liquidificador, bata metade dos grãos no caldo e o engrosse. Caso queira mais espesso ainda, adicione a farinha de rosca ou de tapioca. Veja se a consistência está do seu gosto e desligue o fogo. Acerte o sal. Jogue o coentro fresco picado por sobre a sopa e abafe. Sirva com um fio de azeite.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
Quando pequena, minha casa vivia de dieta. Para o meu pai, que nunca foi fã de arroz, sempre tinha um bife com legumes, acompanhado de batatas cozidas temperadas com azeite, cebolinha e pimenta do reino, além de uma salada crua. Os bifes nunca eram só bifes, claro. Neles a gente comia sempre muito cogumelo, pimentão e tomate, com uma salsinha pra colorir. Hoje fui ao supermercado sedenta por matéria prima pra um prato destes, mas muquinha que sou, vi que o frango estava em promoção e - voi lá- inventei (ou re-inventei a partir das receitas da minha mãe) esta receita que segue.
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
4 filés médios de peito de frango (não muito grossos)
1 vidro pequeno de cogumelos
20 tomatinhos cereja
20 azeitonas pretas
4 dentes de alho
1 punhado pequeno de folhas de hortelã
sal, azeite e pimenta a gosto
2 fatias de bacon (opcional)
Em uma frigideira grossa e funda, aqueça um fio generoso de azeite em fogo alto. Salteie os filés de um dos lados para que não colem no fundo. Acomode-os lado a lado. Pique grosseiramente os dentes de alho e jogue-os por cima. Faça o mesmo com os cogumelos (quanto menores, nesse caso, mais saborosos). Cozinhe por mais 5 minutos deste primeiro lado, até dourarem. Salgue o lado mais cru, vire os filés e aguarde outros 5 minutos, até a outra face embranquecer. Nessa altura, os filés começarão a soltar um caldo bom, que é o que dará o gosto pro molho. Caso resolva usar o bacon, este é o momento de colocá-lo, misturando com o caldinho. Tire os caroços das azeitonas pretas (as sem caroço costumam ser mais ressecadas e com menos gosto), pique tudo e lance sobre o frango. Agora uma parte de lambança: com cuidado, esprema tomatinho por tomatinho sobre o frango e vá lançando o 'bagaço' também por cima. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 20 a 25 minutos, virando o frango e misturando o molho de quando em vez. O tempo de cozimento dependerá da espessura do filé. Desligue o fogo. Sobre o frango fumegante, despeje a hortelã picada também grosseiramente (é um prato grosseiro, afinal. uma coisa campônia - rs). Abafe por 5 minutos. Sirva com uma saladinha fresca!
Frango com cogumelo, tomate cereja, azeitona preta e hortelã
4 filés médios de peito de frango (não muito grossos)
1 vidro pequeno de cogumelos
20 tomatinhos cereja
20 azeitonas pretas
4 dentes de alho
1 punhado pequeno de folhas de hortelã
sal, azeite e pimenta a gosto
2 fatias de bacon (opcional)
Em uma frigideira grossa e funda, aqueça um fio generoso de azeite em fogo alto. Salteie os filés de um dos lados para que não colem no fundo. Acomode-os lado a lado. Pique grosseiramente os dentes de alho e jogue-os por cima. Faça o mesmo com os cogumelos (quanto menores, nesse caso, mais saborosos). Cozinhe por mais 5 minutos deste primeiro lado, até dourarem. Salgue o lado mais cru, vire os filés e aguarde outros 5 minutos, até a outra face embranquecer. Nessa altura, os filés começarão a soltar um caldo bom, que é o que dará o gosto pro molho. Caso resolva usar o bacon, este é o momento de colocá-lo, misturando com o caldinho. Tire os caroços das azeitonas pretas (as sem caroço costumam ser mais ressecadas e com menos gosto), pique tudo e lance sobre o frango. Agora uma parte de lambança: com cuidado, esprema tomatinho por tomatinho sobre o frango e vá lançando o 'bagaço' também por cima. Abaixe o fogo, tampe a panela e cozinhe por mais 20 a 25 minutos, virando o frango e misturando o molho de quando em vez. O tempo de cozimento dependerá da espessura do filé. Desligue o fogo. Sobre o frango fumegante, despeje a hortelã picada também grosseiramente (é um prato grosseiro, afinal. uma coisa campônia - rs). Abafe por 5 minutos. Sirva com uma saladinha fresca!
Salada de pupunha e coentro
Queridos,
Serão duas as receitas inventadas hoje. Primeiro a saladinha, o acompanhamento. Fresca! Viva o verão!
1 vidro de palmito pupunha (pode ser picado)
3 galhos de coentro (sem os talinhos)
1/2 limão
1 colher de sopa de mel
1 colher generosa de azeite extra virgem
sal a gosto
Pique bem o coentro. Jogue por cima do palmito pupunha picado (ou em rodelas). Coloque um pouquinho de sal, o mel, o limão e o azeite. Misture. Espere uns 5 minutinhos... e coma! Quanto quiser! É light! (risos)
Serão duas as receitas inventadas hoje. Primeiro a saladinha, o acompanhamento. Fresca! Viva o verão!
1 vidro de palmito pupunha (pode ser picado)
3 galhos de coentro (sem os talinhos)
1/2 limão
1 colher de sopa de mel
1 colher generosa de azeite extra virgem
sal a gosto
Pique bem o coentro. Jogue por cima do palmito pupunha picado (ou em rodelas). Coloque um pouquinho de sal, o mel, o limão e o azeite. Misture. Espere uns 5 minutinhos... e coma! Quanto quiser! É light! (risos)
sábado, 20 de novembro de 2010
Fusilli de frutos do mar e alho poró
Queridos convivas virtuais,
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
Estou sumida dessas bandas. Prestes a mudar de cidade (que, aliás, me renderá um sem número de receitas!), estou trabalhando muito. Tenho tido pouco tempo pra ir ao supermercado e cozinhar decentemente.
A alimentação familiar passou a girar em torno dos seguintes ingredientes: grãos de caixinha (vocês já viram essa linha da 'Quero', prima pobre da 'Camil', com feijões e grãos cozidos em caixinhas de longa vida? Genial!), atum e sardinha enlatados, aspargos em vidro e legumes resistentes ao tempo (como cenouras e repolhos). Toda e qualquer mistura envolvendo esses ingredientes já foi testada por aqui, regada de azeite, mostarda, azeitona ou alcaparra. Parece gostoso, eu sei. Mas experimente viver um mês assim e entenderão a felicidade do meu filho com meu almoço de hoje.
Minha mãe e irmã trouxeram os ingredientes e meu trabalho foi só encostar a barriga no fogão.
3/4 de caixa de 500 g fusilli grano duro
1 alho poró
150 gramas de vôngole sem casca
150 gramas de lulinhas picadas
100 gramas de camarão médio
4 palitos de kani kama
1 lata de creme de leite
1 vidrinho de leite de coco light
1 colher de café de pimenta calabresa
1 xícara de coentro fresco picado (ou salsinha para os paladares mais mornos)
azeite extra virgem e sal
Coloque a água do macarrão pra ferver (tenho por hábito salgar a água só quando já borbulhante). Em uma panela média, refogue ligeiramente o alho poró picado em um fio generoso de azeite. Quando ele tiver dado uma murchada, coloque o vôngole e as lulinhas bem picadas. Quando sentir que a mistura está úmida, mas não agüada, abaixe o fogo. Na água fervente do macarrão, escalde por uns dois minutos o camarão lavado com casca até que ele pegue uma corzinha. Retire com uma escumadeira, esfrie em água corrente, tire a casca, pique grosseiramente e jogue no molho. Misture a ele o creme de leite, o leite de coco, a pimenta e o sal. Aumente o fogo e desligue quando o molho atingir a primeira fervura. Com o fogo apagado, jogue o kani kama picado e o coentro (em geral, as pessoas que não gostam de coentro tem a lembrança dele exaustivamente cozido. Quando colocado fresco no final, o sabor fica mais suave.). Essa receita rende o suficiente para 4 glutões esfaimados. Caso prefira macarrão com menos molho, use a caixa inteira de macarrão sem pudor e regue com azeite. Pode ser servido frio, também. Fica ótimo.
sábado, 16 de outubro de 2010
Macaquice: molho de endro ou o segredo do Big Méque
Toda vez que vou ao Mercado Municipal de São Paulo, quem me acompanha quer confiscar todas as minhas formas de pagamento, incluindo relógios, celulares e crianças ao alcance.
Eu fico louca, ensandecida, como um cocker spaniel caramelo de apartamento recém libertado em um parque. Nunca sei por onde começar. Tudo é perecível, em quantidades nababescas, e caríssimo, caríssimo.
Em geral, um dos lugares do qual tenho de ser arrancada - além da banca de queijos e azeitonas - é a loja de temperos. São pacotes relativamente grandes contendo mil maravilhas, pendurados sobre a sua cabeça, exibidos, abusados. Eu quero sempre um pouco de tudo, e fico triste ao pensar que sempre vai sobrar um monte de coisas, ou que as pessoas em casa vão comer pão com manteiga e tomilho, pra não estragar.
Mas, num belo dia, comprei uma sementinha genial: endro, também conhecido como dill.
Você vê em bons mercados para vender o macinho, de folhas fininhas, verde claras, um quase parente da folhinha de erva doce. É bem comum usarem em pratos com salmão defumado e cream cheese - uma delícia. Mas lá no Mercadão, são vendidas as sementes, que te proporcionam outra experiência.
Faça o teste e depois me diga se não fica metido a molho especial do Big Mac. Será que é esse o segredo?
2 colheres de endro (semente)
1/2 dente de alho
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de café de ketchup
1 colher de café de mostarda
1 pingo de molho inglês
1/4 de cebola picada
Macere grosseiramente as sementes de endro. Esprema o alho. Misture o restante. Veja se é do seu paladar, porque isso aqui é inventado, minha gente! Abaixo a correção!
Dá pra tapear o Ronald ou o paladar temperamental do seu filho?
Mas, enfim, o molho fiz uma única vez. Aqui em casa ninguém é muito fã de maionese ou ketchup. Só com hambúrguer mesmo, e olha lá. O que eu faço sempre, sempre, é salada de tomate com endro e cebola! É mais leve e te dá um registro trash de fast food!
Eu fico louca, ensandecida, como um cocker spaniel caramelo de apartamento recém libertado em um parque. Nunca sei por onde começar. Tudo é perecível, em quantidades nababescas, e caríssimo, caríssimo.
Em geral, um dos lugares do qual tenho de ser arrancada - além da banca de queijos e azeitonas - é a loja de temperos. São pacotes relativamente grandes contendo mil maravilhas, pendurados sobre a sua cabeça, exibidos, abusados. Eu quero sempre um pouco de tudo, e fico triste ao pensar que sempre vai sobrar um monte de coisas, ou que as pessoas em casa vão comer pão com manteiga e tomilho, pra não estragar.
Mas, num belo dia, comprei uma sementinha genial: endro, também conhecido como dill.
Você vê em bons mercados para vender o macinho, de folhas fininhas, verde claras, um quase parente da folhinha de erva doce. É bem comum usarem em pratos com salmão defumado e cream cheese - uma delícia. Mas lá no Mercadão, são vendidas as sementes, que te proporcionam outra experiência.
Faça o teste e depois me diga se não fica metido a molho especial do Big Mac. Será que é esse o segredo?
2 colheres de endro (semente)
1/2 dente de alho
2 colheres de sopa de maionese
1 colher de café de ketchup
1 colher de café de mostarda
1 pingo de molho inglês
1/4 de cebola picada
Macere grosseiramente as sementes de endro. Esprema o alho. Misture o restante. Veja se é do seu paladar, porque isso aqui é inventado, minha gente! Abaixo a correção!
Dá pra tapear o Ronald ou o paladar temperamental do seu filho?
Mas, enfim, o molho fiz uma única vez. Aqui em casa ninguém é muito fã de maionese ou ketchup. Só com hambúrguer mesmo, e olha lá. O que eu faço sempre, sempre, é salada de tomate com endro e cebola! É mais leve e te dá um registro trash de fast food!
Abóbora paulista assada com sal grosso e alecrim
Ultimamente tenho testado esquemas de fazer legumes ao forno, sempre com sal grosso e dentes de alho inteiros. Em geral, é cortar os legumes em pedaços grandes em uma assadeira, polvilhar o que tiver à mão - orégano, pimenta seca, canela - regar com um pouco de azeite e mel se você gostar de uma coisa mais agridoce. Aí você cobre com alumínio e assa em fogo baixo pra médio por 20 a 30 minutos, tirando o alumínio pra dourar (ou secar, dependendo do legume) por mais 10 minutos sem a cobertura. Aí você olha o ponto e fica atenta pra não queimar!
Eu não sou a rainha das texturas ou do ponto certo. Costumo picar e assar aquilo que vai estragar em um dia ou dois na geladeira - como abobrinhas, berinjelas, batatas e cebolas. Tudo junto, misturado, bastante temperado. Em geral, uma coisa vira uma pasta, outra fica mais al dente, outra some com o resto. Mas eu me sinto saudável, rende e é gostoso.
Como a louça não é de minha responsabilidade, quem não se entusiasma muito com essa metodologia é meu nobre cônjuge, afinal, está pra surgir uma coisa mais chatinha do que lavar uma assadeira. Se você não for muquinha, forre com alumínio a parte de baixo, dê uma besutada de azeite e coloque os legumes ali. É mais prático.
Mas, enfim, a receita de hoje vem de uma paixonite minha: abóbora paulista. Sabe qual é? Aquela pequena, verde escura com estrias alaranjadas, em formato de cabaça! Em casa, minha mãe fazia na pressão e temperava, ainda morna com sal, limão, pimenta do reino e cebolinha. Ficava um escândalo.
Mas inventei de fazer a danada assada:
2 abóboras paulistas
4 dentes de alho inteiros, com casca
sal grosso
alecrim fresco
azeite extra-virgem
Pré-aqueça o forno uns 5 minutos, em fogo baixo. Corte a abóbora paulista em pedaços irregulares, com espessura de uns 2 a 3 centímetros (um dedo e meio!) e retire as sementes. Coloque a abóbora numa assadeira pequena, regue com um fio de azeite, jogue um punhadinho de sal grosso (1 colher de sopa) e uns 3 ramos de alecrim (se você não é super ultra fã, coloque o galinho inteiro por cima e só algumas folhinhas soltas). Lave os dentes de alho com casca e jogue-os inteiros entre os pedaços de abóbora (eu costumo emagá-los com casca, pressionando o cabo da faca sobre o dente. Eles soltam o gosto, mas não marcam o sabor a não ser que você pesque o dente inteiro!)
Cubra a assadeira com papel alumínio e deixe no forno baixo pra médio por 30 minutos. Descubra e veja se está cozida no ponto em que gosta. O ideal é que esteja al dente, nesse momento. Volte a assadeira pro forno e deixe dourar por, no máximo, 10 minutos. A abóbora, em geral, doura mais rápido que outros legumes ("doura" é quase força de expressão, porque ela dá é uma secada!). Fiquem de olho o tempo inteiro. Meu forno é um desastre - os bolos crescem como rampas de skate - e sempre dá uma tostada.. E, pronto. Tá feito!
Fica bom com carne mais gordurosa - picanha, bisteca, linguiça - acompanhada de uma salada de almeirão ou agrião, amarga.
Eu não sou a rainha das texturas ou do ponto certo. Costumo picar e assar aquilo que vai estragar em um dia ou dois na geladeira - como abobrinhas, berinjelas, batatas e cebolas. Tudo junto, misturado, bastante temperado. Em geral, uma coisa vira uma pasta, outra fica mais al dente, outra some com o resto. Mas eu me sinto saudável, rende e é gostoso.
Como a louça não é de minha responsabilidade, quem não se entusiasma muito com essa metodologia é meu nobre cônjuge, afinal, está pra surgir uma coisa mais chatinha do que lavar uma assadeira. Se você não for muquinha, forre com alumínio a parte de baixo, dê uma besutada de azeite e coloque os legumes ali. É mais prático.
Mas, enfim, a receita de hoje vem de uma paixonite minha: abóbora paulista. Sabe qual é? Aquela pequena, verde escura com estrias alaranjadas, em formato de cabaça! Em casa, minha mãe fazia na pressão e temperava, ainda morna com sal, limão, pimenta do reino e cebolinha. Ficava um escândalo.
Mas inventei de fazer a danada assada:
2 abóboras paulistas
4 dentes de alho inteiros, com casca
sal grosso
alecrim fresco
azeite extra-virgem
Pré-aqueça o forno uns 5 minutos, em fogo baixo. Corte a abóbora paulista em pedaços irregulares, com espessura de uns 2 a 3 centímetros (um dedo e meio!) e retire as sementes. Coloque a abóbora numa assadeira pequena, regue com um fio de azeite, jogue um punhadinho de sal grosso (1 colher de sopa) e uns 3 ramos de alecrim (se você não é super ultra fã, coloque o galinho inteiro por cima e só algumas folhinhas soltas). Lave os dentes de alho com casca e jogue-os inteiros entre os pedaços de abóbora (eu costumo emagá-los com casca, pressionando o cabo da faca sobre o dente. Eles soltam o gosto, mas não marcam o sabor a não ser que você pesque o dente inteiro!)
Cubra a assadeira com papel alumínio e deixe no forno baixo pra médio por 30 minutos. Descubra e veja se está cozida no ponto em que gosta. O ideal é que esteja al dente, nesse momento. Volte a assadeira pro forno e deixe dourar por, no máximo, 10 minutos. A abóbora, em geral, doura mais rápido que outros legumes ("doura" é quase força de expressão, porque ela dá é uma secada!). Fiquem de olho o tempo inteiro. Meu forno é um desastre - os bolos crescem como rampas de skate - e sempre dá uma tostada.. E, pronto. Tá feito!
Fica bom com carne mais gordurosa - picanha, bisteca, linguiça - acompanhada de uma salada de almeirão ou agrião, amarga.
domingo, 10 de outubro de 2010
Salada de tomates, pêssegos e azeitonas pretas
É domingo, o dia em que mais tenho vontade de comer (veja bem, não coloquei a palavra 'fome').
Ainda que tenha almoçado fartamente e tentado compensar o sorvete da tarde com uma sopinha de aveia de pacotinho, não consegui evitar a gula noturníca (inspirada no Bento Carneiro) e abri a geladeira pra ver o que ali se oferecia. Improvisei a seguinte salada e me arrependi de não ter duplicado a receita:
2 pêssegos maduros
2 tomates
1 punhado de azeitonas pretas
salsinha desidratada
limão
sal
azeite extra virgem
Pique os pêssegos, os tomates e as azeitonas pretas. Tempere com sal, limão, azeite e salsinha desidratada. Zé fini! Já fiquei com vontade de fazê-la para acompanhar um peixinho assado ou grelhado, como uma anchova. Acho que orna!
Ainda que tenha almoçado fartamente e tentado compensar o sorvete da tarde com uma sopinha de aveia de pacotinho, não consegui evitar a gula noturníca (inspirada no Bento Carneiro) e abri a geladeira pra ver o que ali se oferecia. Improvisei a seguinte salada e me arrependi de não ter duplicado a receita:
2 pêssegos maduros
2 tomates
1 punhado de azeitonas pretas
salsinha desidratada
limão
sal
azeite extra virgem
Pique os pêssegos, os tomates e as azeitonas pretas. Tempere com sal, limão, azeite e salsinha desidratada. Zé fini! Já fiquei com vontade de fazê-la para acompanhar um peixinho assado ou grelhado, como uma anchova. Acho que orna!
domingo, 3 de outubro de 2010
Fome da tarde: tostex de polenghi, espinafre e tomate
Esse tostex fica uma delícia, principalmente pelo contraste do queijo adocicado com o espinafre. Mas aqui eu não coloco o polenghi de pacotinho, e sim aquele de bandeja (de fatias individuais). Gosto daquele mais amarelinho pra esse lanche. Segue a receita:
1/2 maço de espinafre fresco
300 g de queijo tipo polenghi fatiado
1 tomate
pão de forma (integral e light, de preferência)
Escalde o espinafre em água fervente por 5 minutos. Escorra, jogue água fria e reserve. Recheie duas fatias de pão integral com queijo, o espinafre e fatias de tomate (jogue um salzinho e um fio de azeite). Toste ou na forminha de boca de fogão (de tostex) ou na maquininha. Sirva com mostarda! Com esse tanto de recheio, dá pra fazer uns 3 ou 4 sanduíches.
1/2 maço de espinafre fresco
300 g de queijo tipo polenghi fatiado
1 tomate
pão de forma (integral e light, de preferência)
Escalde o espinafre em água fervente por 5 minutos. Escorra, jogue água fria e reserve. Recheie duas fatias de pão integral com queijo, o espinafre e fatias de tomate (jogue um salzinho e um fio de azeite). Toste ou na forminha de boca de fogão (de tostex) ou na maquininha. Sirva com mostarda! Com esse tanto de recheio, dá pra fazer uns 3 ou 4 sanduíches.
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